Por: diario | 17/05/2018

Vitor Belfort entrou no octógono no último sábado, no Rio de Janeiro, longe de 100% de sua condição física. Conforme apurou o Combate.com, na luta que marcou a despedida do “Fenômeno” do UFC, o lutador carioca teve uma preparação complicada para enfrentar Lyoto Machida, quando acabou nocauteado no segundo round. Uma lesão no joelho esquerdo o impediu de treinar, mas nem isso o fez desistir de fazer sua última luta do contrato com o Ultimate.

De acordo com a reportagem do Globo Esporte, na primeira semana do camp de treinamento no Canadá, durante uma sessão de sparring, Belfort desferiu um chute e acabou estendendo o joelho. Os exames mostraram que o lutador de 41 anos sofreu uma lesão de Grau II no ligamento medial esquerdo, o afastando por duas semanas dos treinos. Após consultas com três médicos, que o desencorajaram a lutar, o brasileiro decidiu continuar adiante, apesar de não poder chutar e fazer treinos de chão durante todo o camp.

Vitor Belfort, que começou sua trajetória na organização no UFC 12, em 1997, encerrou sua trajetória no UFC 224 com 26 vitórias e 14 derrotas na carreira, além de ter conquistado o cinturão meio-pesado (até 93kg) em 2004.

Nocaute

A última luta de Vitor Belfort pelo Ultimate seria capaz de fazer passar, pela cabeça do lutador, um filme com tudo o que ele viveu durante anos dentro do octógono. Entretanto, o que se viu foi a reprise de um dos capítulos – negativos – mais marcantes da carreira do “Fenômeno”: a derrota para Anderson Silva, em 2011, com um famoso chute frontal aplicado por Spider. Neste sábado, contra Lyoto Machida, a um minuto do segundo round, o carioca levou um golpe muito parecido, na ponta do queixo, que o fez desabar no octógono. Foi um desfecho amargo para quem se acostumou a liquidar os oponentes com rapidez e contundência. Respeitoso, o “Dragão”, imediatamente após o nocaute, se ajoelhou em reverência ao compatriota, em sinal de respeito a uma das lendas do esporte do país.

Recuperado do golpe violento, Vitor Belfort agradeceu o carinho do público, que o apoiou mesmo após o revés, gritando seu nome da arquibancada.

Enquanto as entrevistas aconteciam no centro do octógono, no telão, surgia a imagem do pai de Lyoto Machida e mestre de caratê, Yoshizo Machida, na plateia, dando um abraço em Jovita Belfort, mãe do carioca, em atitude nobre e respeitosa.

Vitor Belfort, que participou do UFC 12, em 1997, encerra sua trajetória na organização aos 41 anos de idade. O carioca vinha de vitória contra Nate Marquardt, em junho do ano passado, na Cidade Maravilhosa. Lyoto Machida, por sua vez, emplaca dois triunfos seguidos, o que não acontecia há quatro anos.

A luta

A tensão era evidente – prova disso é que, após um minuto, apenas um chute tímido de Lyoto Machida foi desferido.

O público, ávido pela trocação, esboçava vaias. Vitor Belfort ameaçava partir para cima do compatriota, mas se mostrava cauteloso, ciente do poderoso contra-ataque do rival. Na metade do round, Belfort avançou, mas foi Lyoto quem acertou dois bons chutes no carioca. Lyoto, para não se expor, investia no chute alto e nas costelas. O anfitrião fintava à procura do momento exato para atacar – e o fez a cerca de um minuto do fim, quando acertou a mão no rosto do “Dragão”. Nos últimos segundos, Lyoto conectou o chute, Vitor Belfort segurou sua perna, porém, o tempo se esgotou.

No começo do segundo round, a torcida mostrou que estava a favor de Vitor Belfort, cantando o seu nome na arena. O “Fenômeno”, no entanto, se manteve diante do adversário, que fazia a finta para encontrar o espaço necessário para atacar. E ele não tardou a aparecer. Quando o relógio marcou um minuto, Lyoto Machida nocauteou Vitor Belfort com um belíssimo chute e apagou o veterano, em uma cena que misturou impacto e técnica.
(Reportagem: Globo Esporte)

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