Por: diario | 13/04/2018

 

Lideranças e jornalistas dos municípios da região do Alto Vale do Itajaí, participaram na manhã desta sexta-feira (13), da Sabatina Regional promovida pelo deputado Gelson Merisio, pré-candidato do Governo do Estado pelo PSD.  O encontro se deu das 10h às 11h30, no Hotel Aliança Express, em Rio do Sul.  A transmissão aconteceu ao vivo e sem cortes.

Armamento, Segurança Pública, tecnologia, saúde, agricultura, cheias e educação entraram em discussão no encontro. Na abertura, Merisio iniciou com uma breve introdução da extinção das ADR’s, afirmando que é um modelo que não funciona mais. “Não é uma crítica do que foi feito no passado, mas esse passado não servirá para nós no futuro”.

E continuou dizendo que para investir é preciso enxugar e utilizar tecnologias. Por isso a extinção das ADR’s pode ser uma boa saída para utilizar os recursos em investimentos como aumento de efetivo e melhorias no setor da Segurança Pública, uma das bandeiras do deputado. “Nós temos demandas gritantes, especialmente na Segurança Pública, onde nós precisaremos de mais cinco mil policiais”, relata.

Merisio acredita que Santa Catarina pode se tornar uma referência para o Brasil em Segurança Pública, desde que catalise os recursos para essa área e invista em tecnologia e aumento do efetivo. Quando falou de recursos, o deputado prevê R$3 bilhões nos primeiros anos, dinheiro que virá também de um enxugamento nas estruturas administrativas.

Questionado sobre a superlotação de presídios, Merisio dize que primeiro terá de ser feito uma profunda integração das forças públicas de Santa Catarina. “Transferência de responsabilidade não resolve. O poder judiciário transfere pro Executivo, o Executivo pro Governo Federal, o Governo Federal diz que é a crise econômica, e enfim, nós temos que entender sem hipocrisia o processo como é hoje. Nós tínhamos há uns dez anos 11 mil presos, nós temos cinco novos grandes presídios, 24 mil presos e cinco mil na fila. Então está provado que este modelo de encarceramento como ele é feito não funciona”, disse.

Ele comentou que uma das formas de diminuir o encarceramento é o uso de tornozeleiras eletrônicas. Outro ponto levantado, foi a forma de procedência das prisões, onde muitas vezes um cidadão que comete delito de pena leve, é encarcerado com outros que já cometeram crimes maiores, o que pode relacionar no comportamento deste quando sair da prisão.

O armamento também é defendido por Gelson. De acordo com ele, é preciso mudar o estatuto do desarmamento. “Uma coisa é o porte de armas, que precisa de pessoa qualificada para isto, outra é a posse de arma. Numa propriedade rural, por exemplo, precisamos permitir que o agricultor defenda sua família. Os conceitos foram banalizados e se deu ao bandido o poder de fazer o estrago que quer porque sabe da indefesa das famílias. Isto precisa ser revisto, afinal, desarmar na plenitude e anunciar que não existe armamento é incentivar o meliante”, defendeu.

Em relação a agricultura, o pré-candidato disse que hoje ninguém fica onde não há sustentabilidade econômica. “A atuação com o pequeno agricultor, com a agricultura familiar, tem que ser diferenciada. Seja com estrutura, com apoio na concessão de crédito, e acima de tudo com políticas fiscais que tornem competitivas suas atividades”

E ressaltou que infelizmente as propriedades estão envelhecendo. “Os jovens estão migrando para as cidades, porque não veem mais na propriedade agroindustrial capacidade de crescimento e melhora na esperança”, disse. Para ele, a tecnologia e inovação se aliadas à agricultura, podem tornar a área mais atrativa e rentável.

Em educação, Merisio defendeu a valorização dos professores da rede pública: “O salário de um professor não pode ser menor que o de um policial. Na pior das hipóteses tem que ser igual – com todo o respeito que tenho à Polícia”. Para ele, além da questão salarial, é necessário dar atenção à relação aluno-professor, também com a adoção em massa de tecnologia. “Passa por reinventar nosso modelo de ensino para elevar a autoestima do professor e transformar sua relação com o aluno. Vamos construir isso ouvindo quem entende”, disse.

E sobre as cheias, um dos grandes problemas da região, Merisio falou da importância do trabalho da Defesa Civil, bem como os projetos de barragens e mini barragens, e que o Governo precisa dar total apoio para projetos que ajudem a minimizar o problema.

Para finalizar, um dos assuntos em pauta foi o rompimento do PSD com o MDB, partidos que há pelo menos oitos anos governavam juntos. De acordo com Merisio, não há como continuarem porque o modelo representado pelo MDB não permite discutir convicções.

Elisiane Maciel