Por: diario | 19/09/2017

O vereador Marcelo Machado (PP) utilizou a tribuna durante a última sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Ituporanga para solicitar ao Executivo medidas de redução de gastos com pessoal, e sugeriu a diminuição do subsídio pago ao prefeito, ao vice-prefeito, aos secretários municipais e também a cargos comissionados.

A iniciativa foi tomada após o prefeito anunciar medidas de contenção, como a retirada da gratificação que era paga a alguns servidores públicos de carreira e corte de horas extras. Porém, Machado conta que as ações do Executivo impactam diretamente a vida dos servidores públicos que recebem menores salários e que os cortes também devem alcançar os comissionados.

“Foi uma medida amarga que o prefeito precisou tomar por causa da queda da arrecadação e aumento das despesas. Eu já disse ao prefeito em três oportunidades que não se sacrifica somente os funcionários que ganham menos, se no próximo mês a situação não melhorar, sugeri que os salários do prefeito, secretários e comissionados sejam diminuídos”, explica.

O vereador lembrou que a crise econômica que o país atravessa talvez seja uma das maiores da história, o que acaba refletindo no grande número de desempregados no município. Ele sugeriu que, se houver legalidade, os salários dos vereadores também sejam cortados em pelo menos 10%.

O presidente da Câmara de Vereadores, Adriano Coelho (PP), salientou que o Poder Legislativo de Ituporanga já devolve ao Executivo em média mais de R$ 190 mil por mês. “Acredito que o Legislativo já está fazendo a sua parte. Hoje a Câmara recebe metade dos recursos que por Lei deveriam vir para essa Casa, ou seja, recebemos 3,5% dos 7%. Hoje a Câmara abre mão de quase dois milhões de reais por ano que são devolvidos ao Executivo”, finalizou Coelho.

O vereador conta que em conversas informais com o prefeito Osni Francisco de Fragas, o Lorinho, existe um estudo do Executivo para que seja reduzido o salário do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais em 20%, e outros 10% para comissionados puros em geral.

De acordo com o Procurador-Geral do Município de Ituporanga, José dos Santos Júnior, existe uma série de ajustes financeiros que ainda serão implementados no município, e que apesar de não existir definições de percentuais, a gestão não descarta a redução desses salários para atender a legislação referente ao limite prudencial de folha. “Estamos analisando todos os pontos, e se preciso, cortaremos na carne”, conta.

Rafael Beling