Por: diario | 31/07/2017

As vendas em valores reais do setor de supermercados apresentaram alta de 0,95% no primeiro semestre de 2017, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados do Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), pesquisados pelo Departamento de Economia e Pesquisa da entidade, em junho as vendas aumentaram 0,59% com relação a maio e 2,71% ante junho do ano passado. Em valores nominais, as vendas do setor apresentaram alta de 0,36% em relação ao mês de maio e, quando comparadas a junho de 2016, a alta é de 5,82%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 5,26%.

“O que sentimos é que a queda da inflação, o pequeno crescimento das contratações e o dinheiro do Fundo de Garantia na compra de eletrodomésticos e móveis fizeram o resultado ficar positivo. Sabemos que sempre que ocorre queda de inflação há um grande poder aquisitivo, porque o consumidor ainda está com o salário que foi aumentado em uma inflação passada maior do que a inflação presente”, disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto. Segundo Sanzovo, diante do cenário econômico atual, a entidade revisou a projeção de vendas reais para o setor em 2017, que passou de 1,30% para 1,50%.

“Essa foi uma reavaliação conservadora. Alguns indicadores podiam nos levar a uma avaliação mais forte, mas dada a instabilidade política do país, resolvemos escolher a opção mais conservadora. O setor é o último a sentir quando há recessão e um dos primeiros a reagir quando a economia volta a apresentar sinais de crescimento. Acho que isso já está acontecendo. Os números indicam que a economia começa a se descolar um pouco da política”, afirmou. No mês de junho, a cesta de produtos Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, pesquisada pela GfK e analisada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras, registrou queda de -0,67%, ao passar de R$ 467,62 para R$ 467,47. Já no acumulado do ano, a cesta apresentou queda de -1,87%.

Segundo a pesquisa, as maiores quedas de preço no mês de junho foram registradas em produtos como tomate (-13,68%), batata (-13,20%), cebola (-7,73%) e pernil (-4,47%). Já as maiores altas foram nos itens feijão (16,05%), queijo mussarela (5,25%), queijo prato (4,22%) e farinha de mandioca (2,26%). No mês de junho, as região Norte e Nordeste registraram alta nos preços (0,07% e 0,01%). As demais registraram queda: Centro-Oeste (-1,69%), Sudeste (-1,65%) e Sul (-0,25%).

Confiança

De acordo com o Índice de Confiança do Supermercadista, os empresários do setor estão menos otimistas com relação aos próximos seis meses. Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados acreditam que suas empresas estarão melhores na comparação com o momento atual.