Por: diario | 05/02/2019

O Vale do Itajaí foi a região do Estado que mais cresceu entre janeiro e setembro do ano passado. O avanço chegou a 11,86% frente ao mesmo período de 2017. A média estadual ficou em 8,07%. Os dados foram elaborados pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) e compõem o Índice de Performance Econômica das Regiões (Iper), lançado ontem pela entidade.

A projeção, no entanto, é que o indicador feche 2018 em 10,03%, considerando que no último trimestre, sobretudo em dezembro, a movimentação econômica diminui de ritmo.

A construção do Iper considera variáveis como geração de emprego nos setores da economia – indústria, comércio, serviços e agronegócio –, exportações e importações, operações de crédito, financiamentos imobiliários, depósitos, consumo de energia elétrica e frota de veículos.

Coordenador do estudo, o economista Leonardo Alonso Rodrigues avalia que os números refletem um processo de retomada mais vigoroso da economia. Lembra que o bom desempenho foi puxado principalmente pela indústria, mas adverte que os resultados expressivos do Vale e também do Norte, que teve alta de 8,75% no período, precisam ser contextualizados.

A base de comparação é baixa, especialmente porque em 2017 a situação do setor era mais difícil. Como essas duas regiões têm polos industriais fortes, a recuperação fica mais evidente e se traduz nos números altos.

Com o Iper, a Facisc quer subsidiar setor produtivo e governos com informações para definição de investimentos, por exemplo. Uma das motivações para a criação do índice é o fato de o PIB de estados e cidades serem divulgados sempre com dois anos de defasagem, o que prejudica uma leitura mais cristalina do cenário econômico atual.

Aliás

Detalhe interessante do estudo da Facisc: a greve dos caminhoneiros, em maio passado, teve impacto negativo de 1,56% na economia do Vale em 2018. No Estado, as perdas, em média, chegaram a 2,25%.

O desempenho por região

Vale do Itajaí: +11,86%

Norte: +8,75%

Grande Florianópolis: +2,46%

Serra Catarinense: +1,82%

Meio Oeste: +1,50%

Extremo Sul: +1,42%

Noroeste: +1,23%

Sul: +0,94%

Extremo Oeste: +0,28%

Oeste: –0,13%

Planalto Norte: -0,40%

Alto Vale: -0,75%

Santa Catarina: +8,07%

Riqueza concentrada

Cinquenta cidades catarinenses, espalhadas em 11 concentrações urbanas, representam 65,6% do PIB do Estado, o equivalente a R$ 168,3 bilhões. O recorte geográfico é uma das novidades apresentadas neste ano pelo IBGE. A região de Blumenau, que no estudo inclui Gaspar, Ilhota e Indaial, gerou riquezas de R$ 20,78 bilhões em 2016.