Por: diario | 06/10/2017

Deputados das bancadas do Partido da República (PR) e do Partido dos Trabalhadores (PT) defenderam destinar parte dos recursos do empréstimo do BNDES ao Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam) à Saúde. “Um empréstimo de R$ 700 milhões para dar aos prefeitos? Eles querem, mas faltam recursos para a Saúde, não dá para admitir que o governo seja bonzinho com os municípios e não olhe para a Saúde, minha sugestão é que haja coerência e uso racional”, ponderou Maurício Eskudlark (PR) na sessão de quarta-feira (4) da Assembleia Legislativa.

De acordo com o deputado, cerca de R$ 300 milhões poderiam ser canalizados à Saúde. Neodi Saretta (PT) concordou em parte e lembrou que também sugeriu destinar à Saúde cerca de R$ 300 milhões dos R$ 1,5 bilhão que o Estado está autorizado a tomar emprestado. “Com R$ 1,5 bilhão manteríamos os R$ 700 milhões aos municípios e pegaríamos R$ 300 milhões para a Saúde, desafogaria o que está represado, para não mexer no Fundam”, enfatizou Saretta.

Eskudlark argumentou que o BNDES vetou o empréstimo de R$ 1,5 bilhão. “Ante o nível de endividamento do Estado, o BNDES negou os outros R$ 800 milhões, se vierem serão só os R$ 700 milhões, então que façamos uma distribuição racional”, insistiu o ex-chefe da Polícia Civil.

O deputado Nilso Berlanda (PR) elogiou a proposta dos colegas e noticiou que na quarta-feira o governador Raimundo Colombo determinou o repasse de R$ 800 mil para o Hospital de Curitibanos. “O governador renovou o convênio”, anunciou Berlanda.