Por: diario | 18/04/2019

Se ser protetor de animais já é uma tarefa árdua, imagine ser protetor e ainda não ter uma local adequado para onde levar os animais. É exatamente o que vive Dornalda Schmoegel, fundadora do Recanto dos Anjos, em Presidente Getúlio, que cuida de mais de 200 animais abandonados e vítimas de maus tratos.
Atualmente ela vive em um sítio com cachorros, gatos, cavalos e até porcos, mas vai ter que deixar o imóvel após denúncias feitas por alguns moradores que se sentiram incomodados com o barulho. Outro problema é que o imóvel também fica ao lado do rio e boa parte do terreno é considerada Área de Preservação Permanente (APP).
Agora Dornalda busca ajuda financeira para comprar outro sítio, independente da cidade, mas que tenha um terreno de pelo menos oito hectares e para onde possa se mudar e viver com os animais. “Hoje não teria dinheiro para comprar nada, até porque ainda estou em tratamento contra o câncer, mas se for necessário faço um financiamento, mas precisaria muito da ajuda da comunidade”, afirma.
Ela conta também que a situação está cada vez mais difícil. “Hoje tenho muita dificuldade para manter os animais, porque o gasto com alimentação é muito alto. Tenho ganhado poucas doações e não recebo ajuda financeira de nenhum órgão público”, completa.
Ela comenta que tudo que faz hoje é pelos animais e pede ajuda da população com doações seja de qualquer quantia em dinheiro e ou até mesmo ração e produtos de higiene e limpeza. “Tem sido muito difícil manter todos afinal, além da alimentação tenho o gasto com medicamentos e tratamentos que acabam sendo caros. Hoje minhas dívidas em agropecuárias e clínicas que somam mais de R$ 15 mil, mas não me desfaço dos animais porque mais de 100 são idosos ou especiais e não se acostumariam em outro local a não ser comigo. Para evitar que eles sofram tento dar um jeito como posso”.
Caso não consiga um terreno urgente Dornalda teme que os animais sejam retirados dela. “Já tivemos várias conversas com o Ministério Público que poderia pedir a retirada e caso isso acontecesse eles iriam ser levados para onde tivesse espaço. São animais que já sofreram muito e tenho certeza que morreriam de tristeza, pois estão muito acostumados comigo”, finaliza.
Para doar os interessados podem entrar em contato pelo telefone (47) 98841 4482.

Helena Marquardt