Por: diario | 29/12/2016

Com praticamente todos os presentes entregues, agora é a hora de fazer a troca do que não serviu ou de alguma lembrancinha que não agradou. Como os dias 24 e 25 caíram no fim de semana, a substituição dos presentes no comércio ficou mais fácil já que pode ser realizada durante o decorrer desta semana. O momento da troca de um produto também é enxergado pelos lojistas como uma oportunidade de conquistar novos clientes.

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do Estado explica que a loja é obrigada a efetuar a troca somente em caso de defeitos e terá um prazo de até 30 dias para bens não duráveis e 90 dias para os duráveis. No caso de compra pela internet ou telefone, o consumidor tem até sete dias para realizar a substituição.

Já para produtos com garantia que apresentem defeitos, devem ser encaminhados para assistência técnica, que tem o prazo de até 30 dias para trocar ou consertar o aparelho. Caso contrário, o consumidor tem direito ao dinheiro de volta.

Mesmo que a troca de produtos sem defeito não seja obrigatória, Carmem Dumes Busarello afirma que na loja de calçados em que é gerente em Rio do Sul, a possibilidade de substituição é sempre oferecida ao cliente. “A gente sempre trocou […] porque a partir do momento que você não fizer uma troca o cliente também não vai querer comprar”, explica.

Ela afirma que durante toda essa semana a procura pela substituição de produtos foi bem grande e que a loja já abriu na segunda-feira (26), no período da tarde, justamente para que os presentes pudessem ser trocados. “Tem o pessoal de fora que às vezes está aqui visitando então abrimos a loja para essas trocas. Durante toda a semana teve bastante procura e vai continuar até o fim de janeiro, por conta do pessoal que está viajando”, destaca.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Rio do Sul, Paulo José Fiamoncini, o período de troca de mercadorias também é mais uma possibilidade de impulsionar as vendas do comércio. “É mais uma oportunidade para o lojista, quando o cliente vai trocar um produto, poder alavancar as vendas, já que é uma época de comemoração, em que houve também o pagamento do 13º salário e das férias”, acrescenta.

É o que também afirma Carmem contando que muitos clientes são conquistados no momento da substituição de algum produto. “Ás vezes ele leva mais alguma coisa e a troca também pode dar diferente no valor. E nessa visita a pessoa também vê a tua loja e mesmo não sendo teu cliente, ela volta em outra oportunidade”.

Fiamoncini explica que a cada ano existe um seguimento de produtos que é o mais trocado, e por conta da crise enfrentada neste ano a venda de produtos de preços populares – roupas, calçados, perfumes, etc. – foi a mais registrada e a tendência é que essas sejam as mercadorias mais substituídas. “Toda essa semana é caracterizada pela troca de produtos, em especial nos dias 26 e 27. O que beneficiou o comércio local é que o Natal caiu no sábado e no domingo, então muitas pessoas não viajaram e a gente está percebendo que o mercado nesta semana está aquecido”, ressalta.

Por conta disso, Fiamoncini destaca que muitas pessoas da região estão vindo comprar nas lojas da capital do Alto Vale e o resultado já pôde ser medido pela CDL através de consulta realizada ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) que apontou que neste ano as vendas já ultrapassaram em 2% os números do mesmo período de 2015.

“É a nossa melhor data comemorativa e os lojistas ao longo do ano já se preparam bastante para essa data, com preços bastante competitivos, com variedades de mercadorias e sempre existe a preocupação para que essa data seja aquecida”, fala o presidente. O comércio de Rio do Sul e de várias cidades da região atendeu no dia 24 de dezembro – véspera de Natal – até às 13h e de acordo com Fiamoncini o resultado obtido foi satisfatório. “A gente pode perceber que as pessoas compraram mais as mercadorias de preço popular. Todos querem dar uma lembrança, e produtos populares acabaram se beneficiando”, finaliza.