Por: diario | 09/08/2018

Cerca de 80 trabalhadores de Agrolândia receberam nessa terça-feira (7) a segunda parcela do pagamento da ação coletiva movida contra a empresa RG Confecções, que foi condenada a pagar R$130 mil, por não cumprir a legislação. O valor total da multa será pago em 10 vezes. Entre as irregularidades identificadas pela Justiça estão a diferença no recolhimento do FGTS, não cumprimento de intervalo e não pagamento de horas extras.

A ação foi aberta pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário (Sititev), em uma ação coletiva. A presidente do sindicato, Zeli da Silva, explica que ações como estas são possíveis pois o Sindicato pode assumir a denúncia como substituto processual, não gerando aos trabalhadores ainda mais perdas. “Às vezes os trabalhadores não denunciam para o Sindicato por medo de sofrer represálias. Nessas ações coletivas nós assumimos como substituto processual, então podemos pode entrar com uma ação trabalhista em nome dos trabalhadores. Então se as pessoas estiverem com problema e irregularidades na empresa, o Sindicato pode entrar com uma ação coletiva em nome dos trabalhadores e estar cobrando os direitos sobre essas irregularidades. E a pessoa continua trabalhando na empresa, porque não foi ela que moveu essa ação, quem entrou foi o Sindicato”, conta Zeli.

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Ela destaca que para isso, as denúncias de irregularidades são fundamentais. “Para o Sindicato tomar essa ação é preciso saber o que está acontecendo na empresa. É importante que o trabalhador denuncie, que a gente vai atrás e abre as ações e faz o rateio entre os trabalhadores. Quando recebemos uma denúncia, nós temos o poder de verificar a situação e acionar a justiça, em nome dos trabalhadores, são as chamadas ações coletivas.

Susana Lima

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