Por: diario | 18/06/2019

O coronel da reserva, Dionísio Tonet, que já comandou o 13º Batalhão da Polícia Militar, é o novo presidente do PSL em Rio do Sul. A executiva municipal foi homologada na semana passada e em entrevista ao DAV ele afirmou que pode ser pré-candidato a prefeito, pois acredita que ainda tem muito a contribuir com a população da capital do Alto Vale.

Tonet comentou que a sigla já homologou executivas municipais em 200 cidades de Santa Catarina e a ideia da executiva estadual é chegar aos 295 municípios do estado. “E dentro dessa orientação está também a intenção de que nós tenhamos candidatos a prefeito pelo PSL nesses 295 municípios. Obviamente que o partido está aberto a possíveis coligações, mas desde que com outros partidos políticos com os quais se tenha afinidade”, ressaltou.

Em relação à nomes para concorrer nas próximas eleições em Rio do Sul, ele afirmou que alguns contatos já estão sendo mantidos com lideranças, mas o que está definido por enquanto é que o PSL terá um candidato na majoritária. “Nossa perspectiva é de que possamos apresentar uma situação nova, de algo que possa mudar os encaminhamentos em termos de Administração Municipal e que possamos sair daqueles grupos que assumem sempre para que a população tenha a oportunidade de entregar para alguém fora desse contexto, com capacidade, compromisso e propósito para desempenhar algo diferente”.

Questionado se essa pessoa seria ele mesmo, o coronel disse que nunca foi candidato a nada até em virtude de sua carreira militar, mas foi convidado a assumir esse novo desafio e acredita que ainda pode contribuir muito com a sociedade, desta vez na política. “Acho que posso me doar um pouco mais, tenho isso não como uma perspectiva de buscar o poder e de estar à frente desse processo. É uma oportunidade que você se concede, de se entregar ao próximo e estar doando seu conhecimento, o seu aprendizado, a sua forma de gestão para que isso possa ser aproveitado. Não é porque estou na reserva que vejo meu ciclo como encerrado, acho que tenho muita energia e posso contribuir com o município”, acrescenta.

Ele garante que como ex-comandante da Polícia Militar passou 33 anos na atividade de gestão e conhece bem como ela funciona no serviço público. “Tenho conhecimento e isso reforça a minha capacidade, entendo que posso oportunizar para entregar isso a Rio do Sul também. Acredito que não chego despreparado, posso não entender de determinados segmentos, mas a gestão você entrega para pessoas técnicas, fazendo uma valorização da administração. Pegando pessoas efetivamente formadas, com qualificação, para atuar em determinados processos e isso deve ser trazido para a prefeitura também, fazendo um enxugamento político”.
Entre as medidas apontadas por ele que deveriam ser tomadas de forma urgente está a de fazer uma administração mais eficiente “É possível fazer mais com menos, todos os municípios enfrentam uma severa crise financeira, mas você tem que apresentar situações diferentes porque não conseguimos mudar o que está sendo feito se tudo continuar da mesma forma”, opina.

Tonet finalizou dizendo que o partido se diferencia dos demais justamente por seus propósitos e a prova foi o resultado expressivo das últimas eleições. “Acho que quem votou na onda PSL, Bolsonaro e Carlos Moisés nas últimas eleições, votou porque estava cansado do que ali estava e acho que a resposta nas urnas foi justamente essa, o cidadão não está mais suportando ou aceitando a forma de condução do processo político e de gestão. Não é só uma questão de filosofia partidária, ser de direita ou de esquerda”, comentou.

 

 Helena Marquardt