Por: diario | 22/12/2018

Se 2018 já tivesse terminado, Santa Catarina teria a melhor geração de empregos desde 2013, quando o Estado ostentava 76,7 mil postos de trabalho. De janeiro a outubro, dados do Caged apontam que o Estado tem atualmente saldo de 54,8 mil vagas formais. O resultado também supera em mais de 100% o desempenho de todo o ano passado, quando SC tinha 29,4 mil novas vagas e era líder na geração de empregos no Brasil. Os responsáveis pela retomada econômica estadual têm nome: serviços e indústria da transformação.

O balanço das contratações e demissões dos dois setores equivale a 84% das vagas de todo o Estado neste ano. O serviço lidera a lista dos oito setores avaliados pelo Ministério do Trabalho com saldo de 23,6 mil vagas no período. Cerca de 10,9 mil foram criadas em decorrência do comércio e administração de imóveis, valores imobiliários e serviços técnicos.

Recuperação industrial gera efeitos positivos

Já na indústria da transformação, que ostenta saldo positivo de 22,5 mil postos de trabalho, a boa fase é reflexo do aumento da produção industrial. Segundo balanço anual da Fiesc divulgado em dezembro, o setor cresceu 4,4%. As vendas (13,3%), a exportação (4,8%) e a importação (24,1%) também estão em alta. De janeiro a outubro, a indústria de madeira e do mobiliário foi o destaque conseguindo contratar mais do que demitir.

“O importante e mais significativo é a tendência de geração de emprego. É importante também ressaltar que nem todos os empregos perdidos na crise serão recuperados. Há uma modernização do setor produtivo com aquisição de novos equipamentos. Isso é imposto pela modernidade e pela produção global para que tenhamos uma indústria competitiva, que será mais dependente da tecnologia do que da aplicação efetiva da mão de obra”, analisa o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.