Por: diario | 21/06/2016

Helena Marquardt

O Ministério da Fazenda publicou ontem, no Diário Oficial da União, a portaria que autoriza reajuste nas tarifas de serviços postais e telegráficos dos Correios. O aumento médio será de 10,7% para serviços nacionais e internacionais e deve entrar em vigor ainda nesta semana. Após a autorização ainda depende de uma portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

O primeiro porte da carta não comercial, por exemplo, terá seu valor corrigido de R$ 1,05 para R$ 1,15. No caso de telegrama nacional redigido pela internet, a nova tarifa é de R$ 7,07 por página – antes, a tarifa vigente era de R$ 6,39. A tarifa da Carta Social, destinada aos beneficiários do programa Bolsa Família, permanece inalterada, em R$ 0,01.

De acordo com o assessor de imprensa dos Correios, Genésio Silva, o reajuste ainda não está oficializado mas o Governo já compreendeu a necessidade do aumento e autorizou a mudança, que tem como objetivo atualizar as tarifas em relação à inflação acumulada no último ano. “A comunicação do Ministério da Fazenda já foi feita porque é via Diário Oficial e ainda não tem uma data exata, mas o reajuste deve acontecer meio logo. Ao longo dessa semana é bem provável que seja efetivado”, disse.

Ele explicou também que o reajuste vale apenas para produtos do monopólio postal, ou seja, somente para postais. “Já os produtos concorrenciais como PAC e Sedex não são afetados por esse aumento”, completou.
Ainda de acordo com os Correios, os serviços dos Correios são reajustados anualmente com base na recomposição dos custos repassados à estatal, como aumento dos preços dos combustíveis, contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza e salários dos empregados. As novas tarifas não se aplicam ao segmento de encomendas e marketing direto.

Através de sua assessoria os Correios alegaram que em plena crise financeira a empresa estava até mesmo sem dinheiro para pagar os funcionários em algumas cidades e pedia o aumento das tarifas desde abril. Em dezembro do ano passado, os custos dos serviços já haviam sido reajustados em 8,9%.

As tarifas são atualizadas com base no Índice de Serviços Postais (ISP), indicador aplicado aos serviços operados no regime de monopólio pelos Correios. Ele é formado a partir de uma cesta de índices (INPC, IPCA, IPCA Saúde, IPCA Transportes e IGP-M), ponderada pela participação dos grupos de despesas da empresa.

Reajuste deve afetar empresas da região

A supervisora financeira Ana Carolina da Silva, que atua em uma empresa de Rio do Sul, conta o reajuste terá impacto direto no caixa da empresa que envia em média três correspondências por semana. “Mesmo com essa quantidade que ainda assim é baixa no total no final do mês já varia de R$ 200 a R$ 250 então esse reajuste acaba pesando porque não podemos repassar isso ao consumidor. Será mais um despesa que teremos que tirar do caixa”, comentou.