Por: diario | 11/05/2017

Airton Ramos

Na manhã da última terça-feira (9) aconteceu a reunião mensal da diretoria do Sindicato das Indústrias da Fiação, Tecelagem, Confecção e do Vestuário do Alto Vale do Itajaí (Sinfiatec). Na oportunidade, o secretário de Desenvolvimento Econômico (Sedec) de Rio do Sul, Paulo José Fiamoncini, esteve presente e dialogou com os representantes do setor sobre as demandas que hoje permeiam suas atividades, para que esta indústria, que é a maior empregadora de Santa Catarina, possa ser cada vez mais competitiva e rentável.

Além da pauta referente a subsídios e ações de divulgação almejadas pelos empresários, também esteve em discussão a questão ambiental que envolve este ramo. Uma parceria para o descarte correto de resíduos têxteis foi levantada, e Fiamoncini se mostrou aberto para debater soluções nesse sentido. “A produção das indústrias do setor gera uma grande quantidade de restos de malhas e fios. Vamos analisar uma forma da Prefeitura contribuir para o descarte mais adequado desses materiais”, afirmou o secretário.

A secretária executiva do Sinfiatec, Luciane Pereira, explicou em entrevista ao Jornal Diário do Alto Vale que atualmente grandes conquistas nesse sentido já estão em vigência, garantindo uma atuação ecologicamente correta das empresas têxteis da região: “a gente faz a coleta através de uma empresa parceira, que separa os resíduos por tipo [malha, jeans, sintético] e eles são encaminhados todos para a reciclagem. Uma parte é reutilizada novamente e outra parte vai para a indústria automotiva. Apenas o mínimo é descartado”, explica.

Estas ações já acontecem há quatro anos, segundo a secretária, e englobam cerca de 48 empresas, nas 28 cidades do Alto Vale do Itajaí que compõem o Sinfiatec. “As empresas recebem uma declaração de destinação correta, se você analisar toda essa abrangência do Sindicato, imagina quanto de resíduo é gerado. Então isso é uma preocupação muito grande da nossa entidade. a preocupação com o meio ambiente é muito grande, pois temo que pensar no futuro”, salientou.

Para manter essa qualidade de trabalho e investimentos no setor, hoje a indústria têxtil articula parcerias e frentes que batalhem pelas suas necessidades. Conforme Pereira, o papel fundamental do Sindicato é defender suas empresas, e hoje a questão tributária é “um empecilho imenso”.

Pra combater essa mal que acomete o país, o setor busca a criação de frentes parlamentares e diálogo com o Governo do Estado, a exemplo do que recentemente conquisto o Sindicato das Indústrias da Madeira do Alto e Médio Vale do Itajaí (Sindimade).

“A gente está buscando junto à Fiesc [Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina], a Câmara Tributária, soluções. Abrir uma frente parlamentar também pra reduzir [os tributos] de alguma forma e tornar as indústrias mais competitivas”, revelou Pereira. Esta necessidade também se deve a um fato recente que se deu na cidade de São Paulo, importadora do produto têxtil do Alto Vale do Itajaí, como explicou a secretário.

“Eles conseguiram uma redução no ICMS [Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços] para dentro da cidade. Para as indústrias que produzem lá. Então isso foi um diferencial pra eles enorme. As nossas indústrias que vendem pra São Paulo tiveram uma perda de produtividade e valor muito grande, em torno de 10%”, disse Pereira

A solução para esta questão pode vir através da união de forças: “Nós vamos ter uma reunião da Câmara Tributária da Fiesc no dia dois de junho e a gente vai estar com nosso presidente e membros da diretoria pra gente buscar junto a Fiesc, ou uma frente parlamentar, pra gente conseguir esses benefícios fiscais para nossa região. Afinal, em questão de mão de obra no estado é o setor que mais emprega e precisamos manter esses empregos”, afirmou.

Em termos de município, o Sinfiatec pediu que haja a divulgação do trabalho do setor têxtil nos eventos da cidade, para que Rio do Sul possa ser reconhecida nacionalmente pela qualidade dos produtos. “Agora vamos analisar esses pedidos e ver de que forma podemos auxiliar. Queremos nos aproximar dos empresários e fechar parcerias. O setor é um dos mais expressivos da região e contribui para o crescimento da nossa cidade a cada dia”, diz Fiamoncini.


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