Por: diario | 17/04/2019

A comissão responsável concluiu a sindicância interna instaurada em março pela Câmara de Vereadores de Rio do Sul, para apurar a conduta de quatro servidores do Legislativo que estariam se ausentado dos postos de trabalho em horários de expediente e entendeu que três deles conseguiram comprovar que estavam trabalhando. Já um dos envolvidos acabou sendo penalizado.

Entre os investigados os assessores parlamentares Letícia Carolina Salvador, Luis Carlos Nienkotter e Aneide Catafesta, apresentaram justificativa da ausência e a comissão entendeu que não houve nenhuma irregularidade, por isso eles foram inocentados. O servidor Luciano Junior Espósito, no entanto, não conseguiu comprovar que estava em compromissos profissionais e terá um dia de trabalho descontado da folha de pagamento, além de receber uma advertência, punição prevista no Estatuto dos Servidores Públicos de Rio do Sul.

A portaria com o resultado foi publicada no Diário Oficial dos Municípios do dia 8 de abril e assinada pelo presidente da Câmara de Vereadores Marco Norberto Zanis. Segundo ele, a comissão analisou a defesa dos quatro envolvidos e constatou que três apresentaram justificativas, já Luciano não apresentou defesa e nem sequer respondeu os e-mails da servidora responsável pelo financeiro e RH do Legislativo. “O servidor até citou que a sindicância era uma perseguição política, mas quero deixar claro que não é. A sindicância é uma ação de transparência para a nossa população que é quem paga o nosso salário e eles tem que saber o que realmente acontece”, disse.

Ele enfatizou ainda que as leis foram seguidas rigorosamente. “A gente só está seguindo as penalidades disciplinares que estão dentro do Estatuto do Servidor e o que veio do procurador geral do município”, finalizou.

O que dizem os assessores

O servidor Luis Carlos Nienkotter afirmou que o resultado da sindicância não foi surpresa pois ele já havia apresentado sua defesa. “Entendo que se fez a justiça porque eu tinha todas as comprovações de onde eu estava e se chegou à conclusão de que eu estava na rua, mas fazendo o trabalho pertinente a vereança”, comentou.

A redação do DAV não conseguiu contato com os demais assessores para comentar sobre a decisão.

Helena Marquardt