Por: diario | 1 mês atrás

 

Luana Abreu

 

A atuação da Polícia Militar Rodoviária de Taió em aplicação de multas e apreensão de veículos por irregularidades tem sido tema de discussão por parte de alguns motoristas que utilizam a SC-114. De um lado, os condutores afirmam que há abuso de autoridade. De outro, os policiais argumentam que apenas seguem o Código de Trânsito Brasileiro.

 

As acusações, por parte dos motoristas, são as mais variadas possíveis. Um homem que preferiu não se identificar conta que a mãe teve o carro apreendido porque não portava o licenciamento do veículo impresso. O documento teria sido apresentado aos policias em questão de minutos e mesmo assim o carro foi guinchado e levado para o pátio conveniado com a PMRv.

 

Em outro depoimento, mais um cidadão que não quis se identificar contou que foi abordado pelos policiais que solicitaram a ele apresentação da carteira de habilitação. Durante a abordagem, o cidadão teria apresentado a versão digital da CNH, que segundo ele, não foi aceita pelos policiais com a justificativa de que a legislação ainda não permitia a validação do documento daquela forma. O motorista conseguiu evitar a multa depois de apresentar a versão impressa.

 

Recentemente o administrador de empresas, Flávio Rohden, fez um pedido de informação ao comando da PMRv de Santa Catarina. No documento, ele questionou a transparência do serviço prestado pelo guincho ao posto da Polícia Minitar Rodoviária de Taió. Além disso, a situação dos veículos utilizados para rebocar outros carros também foi citada. “Os próprios veículos do guincho deveriam ser apreendidos pela Polícia por emissão de gases do escapamento, por exemplo, e por andar com a sirene ligada, o que é permitido somente em veículos de urgência e emergência ”, comenta.

 

Segundo Flávio, a percepção que os motoristas têm ao serem abordados e multados é de que haja uma espécie de acordo entre polícia e proprietário do guincho.

 

Polícia Militar Rodoviária

 

Em entrevista ao DAV, o sargento Derli Pereira Alves, conta que o posto de Taió da PMRv já foi questionado pelo Ministério Público sobre o assunto. As justificativas foram que os policiais seguem somente as orientações do comando geral da PMRv baseados no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Na ocasião, o processo foi arquivado pelo MP.

 

Com relação à prestação de serviço do guincho, o sargento explica de que a empresa é contratada para fazer o trabalho através de processo de licitação realizado pelo Governo do Estado. De acordo com ele, os pagamentos dos serviços e diárias são feitos pelos proprietários dos veículos apreendidos por meio de boleto. “Quem faz o preço sobre o serviço é o Governo e não o guincho. A empresa contratada na licitação foi aquela que apresentou o menor valor para prestar o serviço”, explica.
Câmeras de segurança

 

Outro ponto questionado pelos motoristas é com relação as câmeras de segurança que ficam instaladas no portal de acesso à cidade. As dúvidas são referentes a responsabilidade dos equipamentos que tem um leitor de placas e identificam se a situação do veículo é regular ou não.

 

Alves explica que as câmeras foram instaladas pelo Governo do Estado e podem identificar além da documentação atrasada, situações de veículos furtados ou roubados ou carros que podem ser utilizados para a prática de crimes como o tráfico de drogas, por exemplo. “ A principal função dessas câmeras é otimizar o nosso trabalho, já que hoje temos pouco efetivo para realizar as fiscalizações e atendimentos emergenciais”, comenta. “O povo sempre deixa as coisas para última hora e acha que nunca está errado”, completa.