Por: diario | 30/06/2017

Há praticamente um ano, se desenhavam as especulações, articulações e coligações que culminariam em um dos pleitos eleitorais mais embaraçados da história recente de Rio do Sul. De um lado, a Coligação Pela Família Rio do Sul, encabeçada pelo então prefeito, Garibaldi Antônio Ayroso (PMDB), do outro, o ex-vereador e aspirante ao Executivo, José Thomé (PSDB), a frente da Coligação Renovação e Trabalho para Crescer.

Ambas as coligações foram alvo de desconfiança da população e da Justiça Eleitoral, por terem apresentado indícios de fraudes e ilegalidades eminentes em sua forma de fazer campanha. A coligação do peemedebista, derrotada nas urnas, foi acusada e condenada posteriormente pela compra do apoio de uma candidata a vereadora, tendo alguns membros, inclusive, com seus direitos políticos cassados e multa proferida. Já a coligação do tucano acabou sendo flagrada por engano em grampos da Polícia Civil, enquanto supostamente planejava ações que caracterizavam o crime de Caixa 2 eleitoral. Este segundo caso se arrasta pelos últimos meses, mas, agora parece estar chegando a seu momento decisivo, dependendo apenas do juiz Rodrigo Tavares Martins, da 26ª Zona Eleitoral de Rio do Sul, divulgar sua sentença.

Após este momento, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que as partes serão intimadas para comunicarem suas intenções de recorrerem ou não da decisão do magistrado, somente então, a população rio-sulense terá uma resposta concreta do que realmente houve nas últimas eleições.

 

A palavra do Prefeito

Na tarde de ontem (29), o Jornal Diário do Alto Vale conversou brevemente com o prefeito José Thomé sobre o caso. Ao ser indagado de sobre sua expectativa quanto a sentença, Thomé disse não ter novidades para falar sobre o assunto, e que como todos aguarda desde o dia dos depoimentos pela resposta da Justiça Eleitoral. “Está correndo tudo como estava, a gente respeita todo o trâmite feito até aqui, não tenho muito que falar, estamos trabalhando e fazendo a nossa parte […] não tem uma vírgula de qualquer situação, para mim está muito claro desde o começo. Baixar a cabeça, só para trabalhar”, afirmou o prefeito.

 

Silêncio da Justiça

Esta reportagem tentou contato tanto com o Ministério Público, na pessoa do promotor do caso do Caixa 2 Eleitoral de Rio do Sul, Arthur Koerich Inácio, que encontra-se em período de férias, e, por isso, não foi encontrado, quanto com o juiz do processo, que por opção pessoal, preferiu abster-se de entrevistas sobre o assunto a todos os veículos de comunicação.

Airton Ramos