Por: diario | 15/03/2018

James Rides da Silva (PSD), foi o vereador escolhido para assumir a presidência da Câmara de Vereadores de Rio do Sul em 2018. E em entrevista concedida ao DAV, o presidente falou sobre os principais projetos e trabalhos da Câmara deste início de ano.

James contou que a princípio, como chefe da casa, ele tem cuidado da instituição. Que segundo ele, todo presidente tem essa prerrogativa e essa responsabilidade a mais que os demais vereadores.

“Eu senti um pouco de falta da liberdade do vereador de ir em bairros, participar de reuniões de associações. Você tem uma agenda mensal que tem que cumprir como para representar todos os vereadores. Além disso tem toda a parte burocrática e isso me tirou um precioso tempo que eu tinha disponível para a sociedade. Porém é claro que não vou deixar de fazer aquilo que fui eleito de fazer”, explicou James.

Entre as prioridades, o presidente diz que vai continuar com a economia significativa da Câmara, principalmente em diárias e com capacitação profissional dos funcionários e vereadores.

Uma das bandeiras do vereador são leis e convênios em prol da Segurança Pública, como resgate de convênios com a Polícia Militar, resgate de manutenção das viaturas, trabalho com o Corpo de Bombeiros, e viabilidade do trabalho com a comunidade com leis específicas ou alguns convênios firmados com o município.

“Essa era uma das minhas bandeiras e eu tenho conseguido realizar bastante ações direcionadas para isso. Tanto que com a mudança da legislação da Área Azul, ficou fora um artigo a qual beneficiava os veículos municipais, estaduais e federais a serem isentos da taxa. Pois eles estão o tempo todo transitando e em prol da população. E agora eles pagam como qualquer outro veículo comum. E já estou tramitando com a Câmara de Vereadores.”

Outro ponto que o vereador contou que vai acontecer, é o Projeto Legal, onde a prefeitura não vai mais estar ligada ao serviço de metragens construídas nas partes internas dos imóveis. “Ela vai se preocupar com as ações da edificação que atendem o coletivo como recuo da rua, parte sanitária. No individual, como os cômodos da casa, fica a cargo do proprietário que está construindo e do engenheiro responsável pela obra”, disse.
Com esse projeto, as construções do município serão menos burocráticas, o que vai agilizar as obras e produzir mais economia. “Rio do Sul voltará a ser um canteiro de obras, vai fazer girar os materiais de construção, venda de imóveis, empregos e todo o comércio vai receber esse impacto positivo”, explanou.

Uma ideia que já foi implantada, foi o cartão ponto eletrônico – por biometria –, para monitorar a carga horária de cada membro da casa. James contou que antes os vereadores faziam em cada sessão, os registros manuscritos, “que nada impedia de na sessão seguinte pegar e assinar mais uma vez uma folha. Então a gente da entrada na sessão tudo por biometria e no final do ano será tirado um relatório de quantas vezes o vereador compareceu na Câmara, quantas sessões, quantas horas e isso são informações muito importantes para o Portal da Transparência, para que as pessoas possam acompanhar o que cada vereador está fazendo”, disse. O mesmo aconteceu com todos os funcionários da casa. Agora eles precisam cumprir o horário estipulado.

O presidente conclui dizendo que outro passo será uniformizar todos que trabalham no Legislativo.

“Você estando uniformizado também tem uma identidade, representa seu trabalho. Não posso trabalhar em um local no qual quando eu saio eu me escondo, não digo onde trabalho. E como dentro da Câmara todos gostam do que fazem e se sentem à vontade de trabalhar, a ideia do uniforme é realmente essa, de ter orgulho da casa”, concluiu.


Elisiane Maciel