Por: diario | 24/01/2019

O secretário adjunto de Saúde de Rio do Sul, Luciano Espósito, pediu exoneração do cargo na segunda-feira (21). Porém, no decorrer desta semana, algumas notícias circularam nas redes sociais, dizendo que ele teria sido exonerado após ter recebido denúncias de colegas de trabalho, por bater o cartão ponto e deixar o ambiente de trabalho.

Através da Assessoria de Imprensa, a Prefeitura de Rio do Sul, confirmou que Luciano pediu exoneração do cargo na última segunda-feira (21) e que o servidor, que era comissionado, teria sido contratado para reformular programas como o Programa de Atenção ao Idoso (Pai) e reorganizar a compra de medicamentos da Secretaria de Saúde. Após um ano, concluindo esse trabalho, ele decidiu seguir outras atividades para se dedicar aos cuidados de um filho com necessidades especiais.

Em entrevista ao Diário do Alto Vale, Espósito revelou que pediu a exoneração porque não estava mais tendo espaço para trabalhar, mas que a denúncia é mentirosa.

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“Desde que eu entrei eu não tinha espaço. Esse assunto de que eu me ausentava do trabalho e que batia ponto e ia embora, é mentira. Tinha que procurar, saber os postos e unidades de saúde que eu tive a oportunidade de ajudar e fomentar. Isso foi pura maldade de alguém que não se contentou por eu ter saído e tentou me prejudicar. Eu sai com horas em haver que eu nunca fiz questão de cobrar porque eu não queria. Eu era e sou do governo, eu apoio ao governo e quero o bem para Rio do Sul”.

Ele disse ainda que até houveram problemas no banco de horas, mas que foram resolvidos antes mesmo de ele pedir exoneração.

“Falaram que foi um colega de trabalho que me denunciou, mas desde que eu entrei na Saúde o que eu tinha que fazer eu fiz sozinho. Colocamos calçadas no Boa Vista, pintamos os muros, fizemos outros trabalhos nos finais de semana. Os outros servidores iam fazer hora extra e trocar por folga e eu nunca cobrei nada do governo sobre isso, porque eu era comissionado e não queria algo em troca. Quando eu fui pedir minha saída, indignado sobre me “podarem” de todas as formas para não poder agir, me falaram que eu estava devendo 41 horas. Foi onde eu comecei a fazer meu banco de horas conforme a Lei, já que até então eu nunca havia anotado e acabei ainda fazendo 56 horas”.

Ele finalizou dizendo que fez o que podia neste período, mas que decidiu não trabalhar mais.

“Em 2018, a gente acertou as compras, dividimos as distribuidoras para comprar, reduzimos em 30% o valor da distribuição do Pai e acabamos com o desperdício de armazenamento de medicamento em casa. Quem me conhece sabe tudo o que eu fiz pelas unidades em Rio do Sul”.

A reportagem tentou contato diversas vezes com a secretária de Saúde de Rio do Sul, Sueli Terezinha de Oliveira, mas ela não atendeu nem retornou as ligações.

Elisiane Maciel