Por: diario | 17/05/2018

Na Semana da Indústria representantes da FIESC estiveram no Alto Vale do Itajaí e apresentaram dados sobre a economia do estado, durante parte da programação. “Estamos otimistas com o cenário em Santa Catarina. Nossas indústrias têm qualidade e estamos dando exemplo para o Brasil. Continuaremos a ser protagonistas do desenvolvimento no país”, afirmou Mário Cézar de Aguiar, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) e atual candidato a assumir a presidência da entidade para o período de 2019 a 2021. Ele se reuniu com a diretoria da FIESC Alto Vale, na noite de segunda-feira, 14 de maio, em Rio do Sul, e em seguida apresentou a palestra “Panorama da Indústria Catarinense” para empresários de diferentes indústrias da região.

Aguiar usou dados reunidos pelo Observatório da Indústria Catarinense para comparar a situação do estado com as médias nacionais em relação à produção e venda, empregos, confiança do consumidor e dos industriais. “A retomada está acontecendo, mas é lenta. O PIB brasileiro teve um crescimento baixo nos últimos dez anos. A perspectiva para 2019 é de um crescimento de 3% na economia do país. Santa Catarina está bem economicamente, apesar da conjuntura nacional. Nosso saldo de empregos em 2017 foi de 29.165, e só nos três primeiros meses deste ano já foi para 36.179”, acrescentou. No entanto, ele frisou que a inovação nas empresas está comprometida pela falta de profissionais qualificados. “Houve uma queda brusca no número de engenheiros nas indústrias e isso é preocupante. É preciso investir na formação educacional com urgência”.

Sobre o Alto Vale do Itajaí ele pontuou que apesar da região perder infraestrutura, prejudicando o escoamento da produção e a chegada de insumos, ainda assim contribui muito para o desenvolvimento de Santa Catarina. “As indústrias estão se recuperando, mas o que atrapalha é a incerteza do cenário político. As empresas seguram os investimentos e os consumidores evitam gastar”.

Os desafios a serem vencidos agora são: aumentar a renda per capita, a produtividade, o número de profissionais qualificados, a economia dos demais estados, a disponibilidade de crédito, os investimentos das indústrias e a confiança do consumidor. Aliado a isso está a necessidade de reduzir a ociosidade dos parques fabris e os juros nas linhas de crédito. A FIESC elaborou um planejamento com estratégias para tentar resolver estes problemas. “Santa Catarina precisa cobrar das autoridades os investimentos que precisa e que merece. Somos o 8º estado que mais exporta no Brasil e o 2º maior importador”, concluiu Aguiar.

O vice-presidente da FIESC Alto Vale, Lino Rohden, comentou sobre as demandas da região que foram apresentadas para Aguiar e anunciou o nome de seu sucessor no cargo, André Armin Odebrecht. Este, por sua vez, elogiou a gestão atual e incentivou os empresários para aproveitarem as oportunidades oferecidas pela FIESC.
O encontro foi organizado pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Rio do Sul (SIMMMERS) com apoio da FIESC Alto Vale e faz parte da programação da Semana da Indústria (21 a 26 de maio).

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