Por: diario | 21/12/2018

Desde 2013 Santa Catarina não superava o saldo de nove mil postos de trabalho criados em um mês de novembro. No penúltimo mês de 2018, o Estado registrou saldo de 9.192 empregos, 0,46% a mais do que em outubro. Foram registradas 79.702 admissões e 70.510 demissões em SC neste período. No Brasil inteiro, foi o melhor saldo de novembro desde 2010.

Ao longo de 2018, Santa Catarina acumulou saldo de 64.124 empregos. Os setores com maior variação positiva no ano foram Administração pública (aumento de 17,74%), Serviços industriais de utilidade pública (4,99%) e Construção civil (4,08%).

Os setores catarinenses com melhor saldo em novembro foram Comércio (6.416 postos de trabalho), Serviço (3.317) e Agropecuária (1.882). A Indústria de transformação teve saldo negativo de 1.774 postos.

O município de Fraiburgo, no Oeste, se destacou na criação de postos em novembro, em relação ao mês anterior. O saldo de empregos ficou 4,05% maior do que em outubro.

Dados nacionais do Caged em novembro

Nacionalmente, o emprego formal manteve tendência de crescimento neste novembro, com saldo de 58.664 postos de trabalho, variação positiva de 0,15% em relação ao mês anterior. No acumulado de 2018 houve crescimento de 858.415 empregos, um crescimento de 2,27%. O acréscimo, nos últimos 12 meses, é de 517.733 postos de trabalho, correspondente à variação de +1,36%.

As regiões Sudeste, Sul e Nordeste apresentaram saldo de emprego positivo. Norte e Centro-Oeste viram queda no nível de emprego. Já entre as Unidades da Federação, 19 ficaram no positivo e oito no negativo. São Paulo (17.754 postos), Rio de Janeiro (13.700 postos) e Rio Grande do Sul (10.121 postos) foram os estados que mais aumentaram o saldo de postos. Goiás (-6.160 postos), Mato Grosso (-3.427 postos) e Tocantins (-1.135 postos) tiveram os piores saldos.

Desempenho nacional por setor

Em termos setoriais ocorreu crescimento no nível de emprego em dois dos oito setores econômicos: Comércio, com 88.587 postos, e Serviços com 34.319 postos.

Houve queda no nível de emprego nos setores da Indústria de Transformação (-24.287 postos), Agropecuária (-23.692 postos), Construção Civil (-13.854 postos), Administração Pública (-1.122 postos), Extrativa Mineral (-744 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública – Siup (-543 postos).