Por: diario | 13/04/2018

Acontece nesse sábado (13), na Fundação Cultural o espetáculo Figo. A peça é apresentada pelo grupo K-Teatro e é promovido pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), por meio da programação do Projeto Itinerante Estação Cultural. A apresentação inicia às 19h, no Espaço Alternativo. A peça é indicada para maiores de 18 anos e tem entrada gratuita e limitada a 50 espectadores. A direção do espetáculo é dirigida por Pépe Sedrez.

Rafael Koehler contou que o espetáculo Figo foi estreado em fevereiro de 2010 e é um conto do escritor Caio Fernando Abreu. “O conto está na íntegra com pequenas alterações, além do conto do Caio, a dramaturgia do texto é assinada pelo Gregori, e alguns textos escritos por mim, misturamos realidade com ficção, parte um pouco da minha vida, das minhas experiências entra no conto do caio e dali a gente desenrola o espetáculo”, explicou Koehler.

O espetáculo fala sobre amor homossexual. “Em 2010 quando a gente criou o espetáculo já era um tema super atual e que precisava ser falado sobre, por isso resolvemos escolher”, pontuou.

Figo conta a história de um rapaz que, em conversa com amigos, lembra de situações e amores vividos: uma noite inesquecível no Chile; o sabor do vinho; o carnaval; um samba bonito; um corpo, que por acaso era de homem, gostando de outro corpo, que por acaso era de homem também; fogos de artifício; as plêiades… Com a riqueza de cada detalhe, as histórias se intensificam e questões sobre amor e preconceito são levantadas durante a apresentação.

Conforme Rafael, um dos objetivos do grupo K-Teatro, é abordar temas que a sociedade precisa discutir, “Hoje em dia, infelizmente como sociedade, a gente vê que o espetáculo é mais atual do que quando ele estreou. Recentemente tivemos que discutir sobre a cura gay nacionalmente que é um absurdo, e os direitos LGBTS que estão sendo conquistados por meio do poder judiciário, então é um tema que a gente levanta”, comentou.

O nome intitulado como Figo vem de uma parte do conto do escritor Caio Fernando Abreu, onde explica que o figo não é uma fruta, mas sim uma flor que abre para dentro, por conta da repressão que os homossexuais vivem na sociedade.

Tatiana Hoeltgebaum

 

Receba primeiro as notícias do Jornal Diário do Alto Vale, faça parte do grupo de Whatsapp. Clique aqui