Por: diario | 29/01/2019

A conta de transações correntes registrou um déficit de US$ 14,511 no ano de 2018, informou nesta segunda-feira (28) o Banco Central.

Com isso, houve piora nas contas externas frente ao ano de 2017, quando havia sido registrado um déficit de US$ 7,235 bilhões. Com isso, o rombo dobrou no último ano.

Apesar do forte aumento no rombo das contas externas, o déficit ainda está bem abaixo do resultado registrado em anos anteriores.

“Apesar do aumento, este déficit ainda é baixo para os padrões da economia brasileria, que não apresenta riscos do lado externo da economia. Ele [rombo] foi inteiramente financiado pelos fluxos de investimento direto no país [no ano passado]”, avaliou Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do BC.

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A conta de transações correntes é formada pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior). Trata-se de um dos principais indicadores do setor externo brasileiro.

O principal fator que contribuiu para o aumento do rombo nas contas externas neste ano foi a redução do superávit (exportações menos importações) da balança comercial.

A expectativa do Banco Central é de nova piora no rombo das contas externas neste ano. A previsão é de que o déficit em transações correntes some US$ 35,6 bilhões.

Para a balança comercial brasileira, a estimativa é de um superávit (exportações menos importações) de US$ 38 bilhões, com vendas externas em US$ 250 bilhões e importações em US$ 212 bilhões.

De acordo com Fernando Rocha, do BC, o aumento do déficit das contas externas é um “movimento esperado” quando a economia cresce, pois aumenta a demanda dos residentes no país por produtos do exterior. Para este ano, a expectativa do mercado é de uma alta de 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB).