Por: diario | 07/11/2018

A arte da capoeira é algo que encanta muitas pessoas por unir uma série de atividades como cantar, dançar, aprender,mas acima de tudo formar bons cidadãos. Esse é o objetivo do professor Jonas Capitani, o conhecido Dumbo, que dá aulas dessa modalidade para mais de 180 crianças e adolescentes. O projeto Capoeira: instrumento de inclusão e socialização, foi contemplado pelo Fundo da Infância e Adolescência (FIA) e já atende seis núcleos de seis bairros em Rio do Sul. As aulas acontecem no C.E.I. Canta Galo, no bairro Canta Galo, C.E.I Padre Ângelo Moser, bairro Progresso, C.E.I. Ricardo Marchi, bairro Santa Rita, Condomínio Marcolino na Barra do Trombudo, Estação Cultural da Bela Aliança e o Centro de Referência e Assistência Social (CRAS), na Barragem, nas segundas e terças-feiras.

Ontem (6), por exemplo, o dia de capoeira foi especial no Centro Educacional Ricardo Marchi, do bairro Santa Rita.

Todos aguardavam a presença de Evgenia Kolesnikova, a conhecida “Formiga”, natural da Rússia e que já mora há um bom tempo no Canadá. A capoeirista já treina há 12 anos no Grupo Axé Capoeira e está em Rio do Sul, para acompanhar o projeto do professor Dumbo nas escolas.

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“A gente ainda não se conhecia pessoalmente, apenas pelas redes sociais, mas como sou muito fã dele e acompanho esse trabalho incrível que desenvolve com as crianças, resolvi vir para o Sul e ver de pertinho esse amor que ele tem pela capoeira. O Dumbo dá sete aulas por dia, tem grandes projetos, sempre dá o seu melhor em todas as aulas e sempre com o sorriso no rosto. Ele ensina através da brincadeira, o valor da amizade, da família e o trabalho em equipe. O trabalho que ele desenvolve é indescritível, estou empolgada, com o tamanho do amor que ele tem pela capoeira e por essas crianças”, explicou.

Já Dumbo ressaltou que ficou feliz com a vinda de Formiga para prestigiar seu trabalho.

“Se o que eu faço com essas crianças é visto no mundo todo, o que seria de mim sem os meus alunos? O sucesso é todo nosso, é da sociedade, de Rio do Sul e de todo o Alto Vale que acompanha o meu projeto nas escolas. A capoeira é tudo, é filosofia, é a minha vida, é o ar que eu respiro, que eu vivo. Se eu sou o que sou, e se estou aqui é pelo meu projeto e sou muito grato a Deus por tudo que venho conquistando. A capoeira é uma ferramenta que salva muitas pessoas das drogas, das ruas e traz a alegria de algo tão simples. O objetivo não é formação do atleta, mas sim de usar a capoeira como instrumento de formação do cidadão. Somar com o ambiente escolar e familiar e trazer o estímulo precoce desse pequenos, através da ludicidade, ensinar, brincando”, destacou Dumbo.

Segundo o diretor da escola, Afonso Carlo Neves, esse projeto está sendo um sucesso entre as crianças, com brincadeiras, música, coreografias, atividades físicas e o melhor de tudo, não requer materiais específicos e nem de espaços apropriados.

“O professor Dumbo veio até a nossa escola e trouxe esta proposta de incluir a capoeira no cotidiano das crianças de nossa educação infantil. Foi uma experiência muito proveitosa, nossas crianças adoram as aulas. As atividade contribuem de forma muita válida na vida escolar das crianças, trabalhando regras, coordenação motora, consciência corporal e a formação de bons cidadãos, como ele mesmo diz”, analisou.

Já a pedagoga, Kely Aparecida Buzzi, conta também que o resultado das aulas de capoeira está sendo muito positivo entre os alunos.

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“As crianças aprendem a capoeira brincando, esta é a melhor maneira de manter uma criança em movimento constante. Os pequenos resolvem os problemas, tem mais disciplina, constroem um vocabulário útil, aprendem a controlar as suas reações emocionais que antes eram centralizadas a si mesmos e se adaptam as condutas culturais do seu grupo social. Percebemos muitos resultados entre os nossos alunos, que esperam ansiosamente e com o sorriso no rosto, as aulas do professor Dumbo”, concluiu.

Jéssica Sens