Por: diario | 12/01/2019

O futuro do tênis de mesa do Brasil estará reunido em São Paulo entre o dia 1º de fevereiro até o dia 4, na seletiva para a Seleção Brasileira que será realizada no Centro Paraolímpico. Essa disputa visa a participação no Campeonato Sul-Americano nas categorias mirim (até 13 anos), infantil (até 15 anos) e juvenil (até 18 anos). São de 12 a 16 atletas por categoria e naipe (masculino e feminino), em um total de cerca de 90 atletas, entre eles, dois do Alto Vale do Itajaí. Mahayla Aimê Sardá e Marco Antônio Garlini Possamai, foram os atletas pré-classificados por méritos técnicos.

Segundo o treinador, Gilberto Sardá, conhecido popularmente como “Giba”, esta seletiva já é tradicional e sempre algum atleta do Alto Vale está na lista dos convocados. “Todo ano, geralmente em janeiro, os melhores atletas da modalidade são pré-selecionados para disputar a vaga na Seleção Brasileira, onde eles escolhem os mesatenistas que tem mais pontos no ranking. Este já é o terceiro ano que a Mah participa, mas como ela não teve pontos para fazer parte da seletiva, porque esteve na China, ela acabou sendo uma das participantes, por mérito técnico. Entretanto, a Mahayla já é da Seleção Brasileira desde 2017, inclusive até ganhou medalha no Sul-Americano, onde foi convocada aos oito anos para disputar a seletiva na categoria mirim (até 13 anos). Já o Marco participará pela segunda vez e também está pré-selecionado devido ao mérito técnico da organização e pelo belo jogo disputado nos últimos anos”, explicou.

Marco Possamai também vai participar da seletiva em São Paulo

Nesta seletiva, estarão as maiores joias do tênis de mesa. Isso dará prosseguimento a uma das metas da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CTBM), no início da temporada, em descobrir e lapidar talentos espalhados pelo país, dando assim, todo o suporte para conquistas futuras.

Giba ainda destaca que os atletas tem grande chance de conquistarem a vaga. “Esse evento é muito importante para os atletas, pois eles ganham tudo pago pela Confederação para ir jogar no Equador e se caso, ganharem medalhas no Sul-Americano, já garantem também a vaga para o Latino-Americano. Os dois atletas tem chance de conquistar a vaga, o problema é se classificar. Na categoria mirim são 12 meninas disputando duas vagas, enquanto nos outros dias, será realizada mais um campeonato com as 11 participantes que restaram, para garantirem a última. Acredito que a Mahayla tem chance sim, claro que ela não é a favorita, até porque no ano passado, com apenas nove anos ela ficou na semifinal e perdeu de três sets a dois. Esse ano, o desempenho não será diferente. Teoricamente, serão jogos bem disputados, onde apenas um detalhe vai definir o campeão de cada categoria. Já o Marco, também foi muito bem, ficou nas quartas de finais, na categoria mirim. Esse ano, ele faz 14 anos e irá disputar na categoria infantil. A competição é difícil, mas ambos estão jogando muito bem, se dedicando forte aos treinos para chegar até São Paulo e conquistarem a vaga que tanto almejam”, finalizou.

Jéssica Sens