Por: diario | 12/01/2018

O governador Raimundo Colombo recebeu o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, na Casa d’Agronômica nesta quinta-feira (11). A reforma da previdência foi o principal tema da reunião em Florianópolis. O presidente da Câmara afirmou que visitará também outros governadores para defender a urgência na aprovação da reforma.

“Este é um tema urgente, fundamental e difícil de chegarmos à conclusão de que é preciso dialogar com os governadores para termos uma agenda em comum que inclua este e outros temas de interesse nacional. O objetivo é construir soluções para termos menos despesas e mais receitas para investimentos”, afirmou Maia.

O governador Colombo apoiou a iniciativa, lembrando que Santa Catarina já começou a reforma da previdência estadual, o que foi fundamental para o equilíbrio das contas públicas do estado. “Temos que ter a coragem, mesmo que impopular, de enfrentar os problemas que estão prejudicando o desenvolvimento do país. O desequilíbrio fiscal é um dos problemas mais graves que temos agora e precisa ser enfrentado”, acrescentou Colombo.
O deputado federal Heráclito de Sousa Fortes e o ex-governador e ex-senador Jorge Bornhausen também acompanharam o encontro.

População é contra

Seis em cada dez brasileiros acham que a reforma da Previdência não é necessária para o País. Esse é o resultado de uma pesquisa feita pelo Instituto Paraná Pesquisas com 2,5 mil brasileiros em 176 municípios das 27 unidades da federação. O instituto perguntou se do ponto de vista das contas do governo a reforma é necessária ou desnecessária. Para 61,5% dos entrevistados a reforma é desnecessária. 33,3% acham que a reforma é necessária e 5,3% não responderam.

Para convencer a população da necessidade da reforma, o governo Temer tem usado dois discursos: o da necessidade das mudanças para que o governo possa fechar as contas no azul e investir em outras áreas, como saúde e educação, e do fim dos privilégios do sistema atual. Pelo resultado da pesquisa, a população ainda não está convencida de que os ajustes são necessários.

O apoio à reforma é ainda menor. Questionados se são a favor ou contra a reforma, 66% dos entrevistados responderam que são contra e 28% disseram que são a favor. 6% não sabem ou não responderam.

O conhecimento do brasileiro em relação a reforma atinge praticamente 80% da população. Questionados se já tomaram conhecimento ou ouviram falar da reforma, 79,8% disseram que sim e 20,2% que não. A pesquisa foi feita por meio de questionário online entre os dias 9 e 11 de dezembro de 2017. O grau de confiança da amostra é de 95 % para uma margem estimada de erro de dois pontos percentuais para os resultados gerais.
Para aprovar a reforma da Previdência no Congresso, o governo precisa de 308 votos favoráveis (3/5) na Câmara e 49 no Senado em dois turnos de votação. A votação na Câmara está marcada para 19 de fevereiro.

Rafael Beling