Por: diario | 09/03/2018

Desde esta terça-feira (6), está valendo em todo o país, os reajustes para envio de encomendas dos Correios. Embora os Correios tenham divulgado um reajuste médio de 8% para entregas nas capitais, as empresas que vendem pela internet alegam que as correções seriam de 29% em todo país e que poderiam chegar a 51% dependendo da rota e da localidade.

O reajuste de preço é relativo aos serviços de encomenda Sedex e PAC. Sobre a aplicação de reajuste, os Correios informaram que a definição dos preços é “baseada nos custos relacionados à prestação dos serviços, que considera gastos com transporte, pagamento de pessoal, aluguéis de imóveis, combustível, contratação de recursos para segurança, entre outros”.

Lojistas fazem campanha contra aumento

O anúncio do aumento levou lojas virtuais a iniciarem uma campanha na tentativa de mobilizar os clientes contra o reajuste. O Mercado Livre, por exemplo, disse que o ajuste impacta diretamente nos pequenos e médios empreendedores, ressaltando que só na plataforma, mais de 110 mil famílias têm as vendas como fonte de renda. A Netshoes também participou do movimento contrário à aplicação do aumento.

Porém, apenas o Mercado Livre obteve da justiça, um recurso contra o aumento no preço de frete anunciado pelos Correios na semana passada.

Na sexta-feira (2), a empresa de comércio eletrônico entrou com pedido de proteção relativa aos ajustes que aumentou em média em 8% as tarifas de entregas. O Mercado Livre criou campanhas e materiais de divulgação contra a medida que considerava abusiva

A loja on-line conseguiu a liminar que suspende o aumento nas tarifas, e a decisão da Justiça Federal de São Paulo, só vale mesmo para os clientes do Mercado Livre. Segundo a assessoria de imprensa, a empresa ficará livre dos aumentos anunciados e da taxa de R$ 3 para entregas no Rio de Janeiro.

“Com essa importante decisão, os usuários do Mercado Livre não serão impactados pelos aumentos impostos pelos Correios, confirmando a visão da companhia de como uma medida unilateral pode impactar seriamente a inclusão geográfica digital e econômica, especialmente para aqueles clientes das regiões mais remotas do país“, escreveu a empresa em nota.

Na decisão judicial, a juíza federal Rosana Ferri ressaltou que a “plataforma de comércio eletrônico da parte autora movimenta milhares de negócios de pequenos empreendedores fomentando a economia, questão importante a ser considerada na atual conjuntura”.

Os Correios informaram que já foram notificados e “estão trabalhando para obter a suspensão da liminar”. A empresa disse ainda que está cumprindo a decisão judicial, “que se aplica somente às demandas do Mercado Livre”.