Por: diario | 25/07/2018

O ex-governador e pré-candidato ao Senado pelo PSD, Raimundo Colombo, visitou o Alto Vale nesta terça-feira (24). A pré-candidatura foi confirmada pelo Partido Social Democrático neste sábado (21), durante a convenção estadual, para as eleições que acontecerão em 3 de outubro.

Em visita ao Jornal Diário do Alto Vale, Colombo foi questionado a respeito do que o levou a deixar o Governo do Estado para tentar uma vaga no Senado. O ex-governador explicou que, colocou o nome à disposição, no sentido de continuar um trabalho que ele acredita que possa ter bons resultados pro Estado. “La em Brasília o principal agente político é o relacionamento o conhecimento, acho que Santa Catarina é um Estado que é referência positiva em Brasília. Então um trabalho no Senado pode permitir a gente resolver problemas históricos e exercer uma influência importante na solução dos problemas. Problemas como o da BR-470, problemas tradicionais da área da saúde, dos investimentos na questão das cheias e infraestrutura, que tem vários projetos que estão ficando prontos agora e que precisam de uma atenção nossa. A minha convicção é de que eu posso ser útil, e essa é a razão principal de me disponibilizar e fazer essa luta em favor da chegada ao Senado e claro, isso depende da sociedade catarinense, é uma eleição difícil, imprevisível, mas estou fazendo minha parte”, explanou Raimundo Colombo.

 

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De acordo com ele, uma das principais bandeiras a ser defendida a favor da população catarinense, será o ajuste na questão tributária, no déficit fiscal. “O grande problema do Brasil hoje é o déficit fiscal. O Brasil gasta mais do que arrecada. Há cinco anos não estamos pagando juros da dívida, nem mesmo a dívida. E nós temos um déficit de cerca de R$ 180 bilhões por ano, somados neste cinco anos, aumentamos o nosso endividamento de 47% para mais de 60%. E o limite é 80%, se nós não fizermos alguma coisa, como reformas estruturais fundamentais nós vamos entrar em colapso financeiro. Esta é uma prioridade pra mim. E aqui falo da Reforma da Previdência, da questão tributária, e toda uma reforma política porque o modelo político brasileiro apodreceu, ele está no fundo do poço. O Senado é a casa revisora, é aquela que tem o papel de representar o Estado, e eu pretendo dar minha contribuição”, defendeu.

Crise financeira

Questionado sobre a situação financeira do Estado, dívidas com municípios (inclusive do Alto Vale) e déficits, Colombo afirmou que apesar das dificuldades, a situação do Estado é uma das melhores do Brasil. “A Folha de São Paulo fez um trabalho aprofundado e considerou Santa Catarina o melhor Estado do Brasil. Nós somos o Estado que teve melhor crescimento. Enquanto o Brasil cresceu 1% nosso Estado cresceu 4,3%, foi o Estado, que em termos absolutos, foi o que mais gerou empregos em 2017, então tivemos excelentes resultados. O Governo não aumentou impostos. Pelo contrário, nós diminuímos impostos em áreas onde o Estado estava perdendo competitividade”, disse Colombo, que completou afirmando que a situação financeira do Estado é difícil mas equilibrada, se comparada a outros Estados. “É uma situação difícil. Precisa que a economia cresça para que a arrecadação pública cresça também e minimize os defeitos. Mas eu diria o seguinte, em comparação aos outros Estados a situação de Santa Catarina é boa”, completou.

Coligação com MDB

Em relação à reciprocidade ao apoio que o MDB ofereceu em outros mandatos, Colombo disse que por ter grandes amizades no partido, ele vai ajudar no que puder com trocas de ideias, mas em relação a coligação com o MDB, Colombo afirmou que apesar da excelente relação com o partido, esse âmbito está fora de cogitação.

“Sempre tive uma excelente relação com o MDB. E tenho grandes amigos no partido, que estão acima da questão política, partidária e eleitoral. Nós os ajudamos em 2006, o MDB me ajudou muito também, bem como em 2010, 2014, e infelizmente no momento presente houve um afastamento. E hoje eu acho muito difícil uma coligação do meu partido com o MDB. Por uma série de razões houve distanciamento e é natural que isso aconteça, e cada um tem seu candidato, eu continuo tendo bastante amigos no MDB, tenho bastante troca de ideias com eles, no que eu puder ajudar vou ajudar, mas muito provavelmente o projeto político estará em palanques diferentes”, finalizou Colombo.

Elisiane Maciel