Por: diario | 02/10/2018

Jornais Adjori/ADI – O que muda entre o Colombo que já foi senador e o que quer ser senador? 

Colombo – A diferença de 2006 para agora é que nós estamos mais conhecidos. Em Brasília, esse relacionamento é um patrimônio muito importante. Na primeira vez eu não conhecia praticamente ninguém, e hoje nós já chegamos em outro patamar. Acho que uma situação de evolução do Senado anterior para o Senado de hoje.

Adjori/ADI – O que deixou de fazer no mandato de 2006 que pretende retomar agora, caso seja eleito? 

Colombo – As circunstâncias daquela época eram mais difíceis, porque eu era oposição ao governo Lula que estava muito forte. Então, muitos projetos nem foram aprovados. Eu vejo que hoje o Senado está mais apto a reformas, mudanças e grandes transformações.

Adjori/ADI – Em meio aos atuais problemas econômicos do país, o candidato acha que vai ter espaço no Senado para as questões de Santa Catarina? 

Colombo – Vai depender muito da postura do próximo governo. A situação financeira do Brasil é muito grave. Então tem que ter iniciativas. Eu acho que nós conseguimos. Olha o exemplo da concessão do aeroporto de Florianópolis. Imagino que não seja impossível construir um cenário que permita realizar as obras com mecanismos alternativos.

Adjori/ADI – O que precisa ser corrigido no atual sistema político? 

Colombo – Os partidos políticos viraram uma massa de manobra, eles não são uma base intelectual da sociedade. A legislação eleitoral é totalmente absurda, nenhuma democracia sobrevive a tanta desorganização. E o Estado brasileiro ficou muito caro, muito grande e são muitos órgãos de controle e de fiscalização que interferem no dia a dia das ações. Isso tudo são mudanças importantes que só podem ser realizadas quando a sociedade quer que aconteça. E para mim ela quer.

Adjori/ADI – A mudança no pacto federativo está na sua pauta de trabalho no Senado?

Colombo – É muito injusto o que acontece. De cada R$ 4,00 arrecadados em Santa Catarina, apenas R$ 1,00 fica aqui. E não vai para o Nordeste ou para o Norte, como deveria, para incentivar o desenvolvimento por lá. Na prática, esse dinheiro está ficando em Brasília para sustentar a máquina pública. Isso tem que ser revisto. Mas, antes de qualquer mudança neste sentido, é preciso fazer a economia voltar a crescer de novo.

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