Por: diario | 02/02/2019

Além de positiva para os cofres públicos, a atuação do vereador voluntário foi fundamental no suporte e apresentação de vários projetos que circularam pela Câmara de Vereadores de Rio do Sul, nos últimos dois anos

Se você já parou para calcular quanto “custa” manter cada vereador, então já sabe o valor que o voluntariado ajudou a economizar no município. A conta é simples, hoje o salário base de um vereador em Rio do Sul é de R$8.062,57 e o salário do assessor, que o acompanha, custa cerca de R$ 3.547,95. Com isso, para manter cada um dos 10 vereadores do município é necessário o investimento de R$ 11.610,52 POR MÊS. Somando também a contribuição para o INSS de ambos, o total é de R$ 13.931,52. Anualmente o investimento chega a R$ 167.178,24 para cada estrutura de vereador, isso sem incluir o 13º salário.

“Com esses valores, poderíamos contratar mais professores para suprir a demanda de Rio do Sul, investir em saúde, saneamento básico e inúmeras obras para melhorar o município”, destaca o vereador voluntário eleito, Marcos Savio Zanella.

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O projeto vereador voluntário teve início em 2016, por meio de um grupo de pessoas que nunca havia participado de atividades políticas.

“Nossa proposta sempre foi a desvinculação entre compromissos financeiros, vantagens e retribuições, onde a política fosse vista como uma ideologia de transformação. O objetivo foi tirar o dinheiro da atividade política, onde, por meio do voluntariado, o vereador representaria a sua comunidade, sem salário”, conta Zanella.

Segundo o vereador, na prática, o voluntariado na política sofreu resistência, não só dos vereadores, como também de todo o sistema político. Isso porque se entedia que vereador não poderia trabalhar sem receber. Foi necessário fazer consulta ao Tribunal de Contas, o que levou um ano e meio para se obter retorno.

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“Nesse período onde trabalhamos na Câmara, conseguimos fazer com que os demais vereadores entendessem o projeto. Acredito que seja a primeira cidade do país, com o porte de Rio do Sul, que o vereador possa legalmente exercer o mandato sem receber subsídios”.

O que era projeto, virou lei. Hoje, não há desconto de INSS, nem pagamento de outros benefícios ao vereador voluntário, sendo que a proposta foi aprovada também para o cargo de vice-prefeito. E quem sabe um dia venha a ser colocada em prática.

Nos últimos dois anos, o vereador voluntário atuou na Câmara como os demais, participando das sessões, apresentando projetos e ainda dando suporte aos outros vereadores. Nesse período foram economizados mais de R$ 200 mil em subsídios não pagos ao vereador, cerca de R$ 100 mil por dispensar a contratação de assessor, além da economia por não utilizar o gabinete e celular, já que o movimento prevê a não utilização de verbas públicas.

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“É possível sim fazer política de uma forma diferente”, afirma o vereador voluntário de Rio do Sul.

Juliete Tambosi