Por: diario | 11/07/2017

O prefeito de José Boiteux, Jonas Pudewell, cumpriu agenda em Brasília para tratar de assuntos que envolvem a reserva indígena. Pudewell viajou acompanhado do presidente da Câmara de Vereadores, Hélio Cuzum Farias, que tem raízes indígenas. Os dois foram até a Capital Federal cobrar as medidas prometidas pela União como contrapartida pela instalação e operação da Barragem Norte.

Os dois foram até a Secretaria de Governo, onde se reuniram com o ministro-chefe, Antônio Imbassahy, para cobrar as ações pendentes. Na audiência eles estiveram acompanhados por toda a bancada catarinense de deputados federais e senadores, do secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, além de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai). O prefeito demonstrou preocupação com o atraso de medidas por parte do Governo Federal, o que tem gerado conflito e ocupação da barragem por parte dos índios, tanto que no último episódio de enchente, somente após um acordo a estrutura foi liberada para operar. “Essa barragem só é lembrada quando ela está cheia, a minha preocupação há tempo é que venha acontecer um dia uma tragédia”, declarou Pudewell.

O prefeito lembra que o protocolo de intenções firmado em 2015 foi cumprido na integralidade pelo município, com a abertura de estradas, chão de casas e que o Estado também cumpriu com praticamente tudo o que se comprometeu, inclusive com o convênio repassado através da Defesa Civil ao Município. “A pendência maior está no Governo Federal e aí é onde que fica a dificuldade, é mais longe, mais complicado, o que fomos cobrar é o que o Governo Federal falta fazer na barragem”, observou.

A comunidade indígena reivindica o estudo socioambiental econômico, que vai permitir a realização de medidas necessárias como a abertura de estradas, construção de casas, escola e a realização de obras de saneamento básico. “Foi uma coisa política mesmo, uma pressão política em cima do ministro para que ele possa tomar as atitudes e resolver esse problema que já vem se arrastando há anos”, disse.

No encontro também foram discutidos pontos que estão travados na Funai e na Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Após colocadas as cartas na mesa, o ministro-chefe Antônio Imbassahy se comprometeu a verificar a situação mais de perto. “O ministro deu encaminhamentos e nos garantiu que daqui a um mês eles vão estar aqui em Santa Catarina, com a equipe toda para fazer um levantamento geral, para que faça os encaminhamentos nas secretarias e ministérios corretos”, comentou o prefeito, que ainda saiu satisfeito da reunião em Brasília. “Foi uma reunião proveitosa, acredito que dessa vez a coisa tem que andar, a gente torce para isso”, acrescentou.