Por: diario | 18/07/2018

A convenção partidária do PSDB-SC será no dia 29 de julho; Joinville foi o município escolhido; e o candidato ao governo do Estado será o senador Paulo Bauer. Estas são as três decisões já tomadas pelo PSDB estadual e, pelo menos até agora, irrevogáveis. Os tucanos catarinenses estiveram reunidos ontem, em Florianópolis, para acertar algumas arestas. O encontro começou cedo e não teve hora para acabar. Pré-candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal participaram de palestras motivacionais e passaram por um breve treinamento para lidar com a mídia. Já na reunião ampliada da Executiva estadual do partido, a candidatura de Bauer ao Executivo foi sendo consolidada a cada discurso, a começar pelo do presidente da sigla em Santa Catarina, o deputado estadual Marcos Vieira. “Fiz questão de falar primeiro para acabar com a boataria”, justificou, afirmando que não há qualquer risco de intervenção da nacional em Santa Catarina e que “o Paulo só não será candidato se não quiser”. Vieira contou que, na parte da manhã, houve uma conversa entre ele, Bauer e o senador Dalirio Beber, em audioconferência com o pré-candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, que foi questionado sobre a possibilidade de intervenção. A resposta deu certeza aos três, e ao tucanato estadual, de que Alckmin sequer considera a possibilidade. “Como posso eu ousar intervir no diretório de uma unidade da Federação que tem na pessoa do senador Paulo Bauer um dos possíveis governadores eleitos pelo PSDB?”, teria dito o ex-governador de São Paulo.

Outras decisões importantes, no entanto, ainda não foram tomadas. Uma delas é a política de alianças, que pode ou não acontecer. Foi senso comum durante o encontro que sair com chapa pura é uma possibilidade real.

 

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Recesso legislativo

Começa hoje, oficialmente, o recesso de meio de ano da Assembleia Legislativa. Os deputados já estão liberados para suas pré-campanhas pelos municípios catarinenses. A folga não vai ser das mais longas. No total, os deputados terão folga em sete dias de sessões. No dia 1º de agosto retomam o trabalho legislativo, que terá novas interrupções conforme o calendário especial.

Em busca dos votos perdidos

A vinda da pré-candidata à presidência da República pelo partido Rede Sustentabilidade, Marina Silva, ao estado, nesta quinta-feira (19), intensifica as articulações dos filiados ao partido que esperam conquistar vagas nas próximas eleições. Ela tem agendas confirmadas na Federação das Indústrias (Fiesc), na Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e também com representantes de movimentos sociais e de trabalhadores. Na sexta-feira será realizada a convenção estadual da Rede. Por aqui, Marina terá que mostrar um discurso mais convincente, já que entre as eleições de 2010 e de 2014 ela perdeu votos em Santa Catarina. Em 2010, como candidata do Partido Verde, obteve pouco mais de 507 mil votos e em 2014, já pelo PSB, caiu para 475,5 mil votos.

Noiva bonita

Em seu discurso durante o encontro do PSDB-SC, Paulo Bauer distribuiu recados aos que também desejam o Executivo estadual. Disse que será governador de “todo estado” e não apenas de um partido, um grupo político ou uma região. Ao falar da união interna do partido e dos projetos para um eventual governo, disse que serão fatores de atração para possíveis alianças. “Vamos ter, sim, em minha modesta opinião, a possibilidade de contar com a adesão e com o apoio de forças políticas importantes. Se por acaso não tivermos, é porque nenhuma coligação aconteceu e teremos cinco, seis candidatos”, calculou. “Se a noiva mais bonita não casa, como é que as feias vão casar?”, brincou.

Namoro ou amizade?

A Coluna Pelo Estado recebeu a informação de que líderes dos tucanos deixaram o encontro por alguns momentos e foram ao escritório do deputado federal Esperidião Amin, pré-candidato ao governo do Estado pelo PP. Mas as tentativas de contato telefônico para confirmar a informação foram frustradas. Entretanto, se há uma aliança fácil de acontecer é justamente entre PSDB e PP, repetindo a dobradinha de 2014.

Aliás…

O PP-SC precisa afinar o discurso. Nos bastidores da política da Capital , a aliança com o PSD de Gelson Merisio é certa, defendida especialmente pelo presidente do partido, deputado Silvio Dreveck, e pelos deputados Valmir Comin e José Milton Sceffer. Mas, nos atos de pré-campanha nas bases, estes mesmos levantam a mão de Amin e o apresentam como pré-candidato do partido ao Executivo estadual. A aliança entre PP e PSD se deu sem a definição de quem seria o cabeça de chapa. E parece que poucos contavam com o entusiasmo de Amin para conquistar a posição, desbancando Merisio, que trabalha há anos para ser governador.

(Por Andrea Leonora)