Por: diario | 14/11/2017

A Secretaria de Estado da Defesa Civil apresentou a cerca de 30 representantes de Associações Empresariais do Alto Vale do Itajaí um balanço dos principais projetos em desenvolvimento para a prevenção e a mitigação de desastres naturais. A reunião plenária regional da Facisc ocorreu na quinta-feira (9), em Rio do Sul.

O coordenador regional da Secretaria de Estado da Defesa Civil, Jaimerson Espíndola, iniciou o encontro destacando que Santa Catarina será o primeiro estado com 100% de cobertura por radares meteorológicos. Ao ser questionado sobre o funcionamento do radar de Lontras, ele explicou que componentes do equipamento foram substituídos pela empresa Enterprise Eletronics Corporation (EEC), em meados deste ano, sem custos para o governo do Estado.

De acordo com o extrato do termo de acordo publicado no Diário Oficial do Estado de 12 de abril, a EEC foi responsável pela substituição do transmissor, do gabinete de controle inteiro e peças sobressalentes no Radar Meteorológico de banda S de Lontras. “Tivemos um ganho operacional e desde então não houve mais problemas com a geração das imagens”, afirmou.

Além disso, o coordenador destacou que “já está operacional o novo serviço de alerta via SMS para todos os municípios”. Mais de 200 mil cidadãos catarinenses haviam se cadastrado para receber as informações até o fim de outubro, segundo balanço divulgado pela Defesa Civil.

Barragens de contenção de cheias

Um dos temas que mais despertou interesse na plenária foi a construção das novas barragens de contenção de cheias. Nos municípios de Petrolândia e de Mirim Doce as tratativas estão mais adiantadas, faltando apenas o pagamento das indenizações para que as Licenças Ambientais de Instalação (LAI) possam ser emitidas pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma).

A Defesa Civil também está aprofundando os estudos para a construção de duas novas barragens em Pouso Redondo, duas em Agrolândia e uma em Braço do Trombudo. O coordenador também destacou que pela primeira vez as estruturas já existentes em Taió e Ituporanga estão servindo para outros usos. “Hoje elas estão estocando água, já que uma forte estiagem está prevista para os próximos meses”, afirmou o coordenador.

Aos empresários, também, explanou sobre os resultados obtidos com as obras de sobrelevação realizadas nas barragens Sul e Oeste. Além de ampliar a capacidade de reservação, com os novos canais extravasores foi possível reduzir de 18 para sete dias o período de esvaziamento dos lagos.

Melhoramentos fluviais

A previsão da Defesa Civil é de que a implantação de todo o pacote de obras contribua para que enchentes como a de 1983 não voltem a ocorrer em Rio do Sul. Os melhoramentos na calha do rio em Taió, Rio do Sul e Lontras também serão fundamentais, sobretudo, para ampliar a vazão da água.

Uma novidade destacada pelo coordenador é a possibilidade de implantação de projetos, como o canal extravasor de Lontras, por meio de parceria público-privada. “O canal deve ser construído no maciço de Salto Pilão. Terá 600 metros de comprimento, 40 metros de largura, 6 metros de profundidade e 4 comportas”. Segundo Espíndola, o empreendimento poderá ser utilizado para a geração de energia elétrica.

Outras ações

Espíndola também destacou que todo o território catarinense será mapeado para identificar riscos geológicos e hidrológicos. O objetivo é que as informações sejam utilizadas pelos municípios para melhorar o planejamento urbano, a prevenção e a proteção à população. O trabalho será do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e é pioneiro no país, pela escala.

Rio do Sul e Taió também estão sendo contemplados com a instalação de Centros Integrados de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd). Ao todo, 20 estarão distribuídos pelo estado. “Poderemos, por exemplo, fazer uma videoconferência entre todas elas”. A capital do Alto Vale também será contemplada com um centro de logística (Celog), responsável pelo fornecimento de itens de assistência humanitária.

“Estas informações são importantes porque a economia e a sociedade num todo sofrem com os desastres naturais. E precisamos de ações efetivas para diminuir os prejuízos na região”, afirma o vice-presidente regional da Facisc para o Alto Vale, Alex Detlev Ohf.

Durante a Plenária Regional da Facisc os empresários discutiram, ainda, sobre as obras de manutenção, duplicação e a concessão da BR-470/SC e as ações que estão sendo desenvolvidas pela Fundação Empreender, Conselho Estadual da Mulher Empresária (CEME) e Conselho Estadual do Jovem Empreendedor de Santa Catarina (Cejesc).