Por: diario | 06/08/2019

Por conta da constante falta de água na cidade, uma audiência pública está marcada para o dia 28 deste mês, na Câmara de Vereadores em Lontras, e vai tratar sobre a celebração do contrato de programa entre o Município e a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). Na data serão abordados os serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário e apresentada à população a proposta que podem solucionar o problema.

De acordo com o prefeito, Marcionei Hillesheim, o reservatório que existe no município serve para ajudar a manter o abastecimento na cidade nos horários de pico de consumo, já que a cidade depende de Rio do Sul, mas não para abastecer a rede na falta de água. “O reservatório não serve para manter a cidade por cinco, seis, dez horas, ele auxilia a adutora nos horários de pico, de grande consumo de água, o que o sistema não consegue mandar para Lontras, o reservatório abastece, então ele fica o dia todo trabalhando. Ele tenta auxiliar porque nós dependemos de Rio do Sul, só que não podemos mais depender disso”.

Segundo ele, a Casan apresentou uma proposta para assinatura de um contrato de programa por 30 anos correspondente a um reservatório de 100 mil litros no bairro Riachuelo, que inclusive já está sendo construído e tem a previsão de estar pronto até setembro, além de um reservatório de 500 mil litros na área central da cidade que deve ser instalado até dezembro e ainda a colocação de 20 ventosas para evitar o rompimento da rede. “Dizem eles que antigamente quando colocaram a adutora de Lontras à Rio do Sul a engenharia era mais fraca, então fica oscilando muito, uma parte mais baixa outra mais alta e o que acontece, segundo eles, é que o ar para na parte alta. Então foi criada essa ventosa que tira o ar e quando a água vem ela tranca, o que minimiza em 80% o rompimento da rede adutora. O nosso problema é que falta água em Rio do Sul, a adutora rompe em Lontras e o munícipio fica sem água”.

Além disso, para este ano ainda estão confirmadas a perfuração de poços para avaliar a qualidade da água e qual a vazão e o tratamento necessário para que Lontras fosse autossuficiente no abastecimento de água. “A possibilidade que sempre cobramos, é que nós temos que ter um sistema independente de Rio do Sul, ou seja ter uma ETA própria em Lontras, que vai captar a água, tratar a água, mandar para o reservatório aqui na cidade.

No entanto, é um sistema caro, a gente sabe que tem que ter funcionários, engenheiro, uma equipe grande, então sabemos que isso terá um custo maior. Na conversa com eles, nos deram a alternativa de sistema independente com poços artesianos. Então já foram levantadas algumas áreas no município onde é possível que tenha água com grande quantidade e estamos fazendo esse levantamento junto com a Casan pedindo autorização para os proprietários para deixarem perfurar os poços para ver a vazão da água e a qualidade dela. A grande possibilidade de termos esse sistema independente é grande”.

A audiência pública vai oportunizar que a população escolha ou pela proposta que a Casan está trazendo ou pela municipalização da água da Casan. “É importante frisar que o Município não irá contratar uma empresa terceirizada para tocar o sistema, a intenção é de formar uma fatia própria, de nós termos os próprios funcionários porque é o que dá retorno ao município. A população precisa avaliar que para municipalizar, precisará ser colocado um hidrômetro na divisa de Lontras com Rio do Sul, e a água que vir para cá terá de ser comprada pela Casan e vendida para a população. Mas, se assim já falta água, imagina se nós municipalizarmos e comprarmos a água da Casan, com certeza vai faltar mais água ainda”.

Ele comenta ainda que a adutora está sucateada, tem mais de 25 anos, e discutir o assunto com a população é fundamental. “Que a população compareça na Câmara dos Vereadores para que a gente tente solucionar esse problema que é eterno aqui no município”, finaliza.

Elisiane Maciel