Por: diario | 24/11/2018

Um Projeto de Lei de autoria da vereadora Zeli da Silva, foi aprovado nessa semana na Câmara de Vereadores de Rio do Sul. Trata-se de uma proposta para prevenção e atenção às doenças mentais causadas no ambiente de trabalho.

Conforme Zeli reafirma, dados comprovados pelo Boletim Quadrimestral Sobre Benefícios por Incapacidade, divulgados pelo Governo Federal, entre 2012 e 2016, os transtornos mentais e comportamentais, como altos níveis de estresse, foram a terceira maior causa de afastamento dos trabalhadores brasileiros. “Devido aos dados e aos últimos acontecimentos, até porque até 2020 a saúde mental será a doença do século e a que mais irá afastar pessoas dos locais de trabalho, com o Programa Saúde do Trabalhador que já funciona no município a ideia é incluir profissionais capacitados para detectar também dentro das empresas esse tipo de situação, tendo um diagnóstico dessa doença”, pontua.

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Em 2016 mais de 75,3 mil trabalhadores foram afastados, com direito a recebimento de auxílio-doença em casos episódicos ou recorrentes. Eles representaram 37,8% de todas as licenças em 2016 motivadas por transtornos mentais e comportamentais, que incluem não só a depressão, como estresse, ansiedade, transtornos bipolares, esquizofrenia e transtornos mentais relacionados ao consumo de álcool e cocaína. “Sabemos que na classe trabalhadora isso existe e devido às relações de trabalho com pressão, assédio moral, tudo isso tem afetado muito a saúde mental da classe trabalhadora e então a ideia é que o Executivo inclua essa proposta juntamente com o Programa”, argumenta a vereadora.

Segundo informações publicadas no Anuário do Sistema Público de Emprego e Renda do Dieese, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), estima-se que 181.608 pessoas, já foram afetadas. “Queremos poder trabalhar a questão do suicídio que acontece muito com os trabalhadores e a ideia é fazer essa prevenção e cuidar e prezar mais pela saúde dos deles. Temos um dado alarmante, há cada 45 minutos uma pessoa se suicida no Brasil e ainda segundo os dados, 90% dos casos poderiam ser evitados se existisse mais prevenção, e nossa ideia com esse projeto é justamente isso, focar na prevenção”, finaliza.

Tatiana Hoeltgebaum