Por: diario | 28/04/2017

A greve geral nacional marcada para esta sexta-feira (28) por iniciativa de centrais sindicais e entidades ligadas a movimentos sociais de todo o país contra as reformas trabalhista e previdenciária propostas pelo governo de Michel Temer (PMDB) pautou o pronunciamento dos deputados Dirceu Dresch e Ana Paula Lima (PT) na tribuna da Assembleia Legislativa durante a sessão ordinária na manhã desta quinta-feira (27).

Os parlamentares lamentaram a aprovação do projeto de reforma na legislação laboral na Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (26).

“Ontem acompanhei a votação e me envergonhei de ver deputados federais catarinenses fazerem a defesa dessa reforma. Eles rasgaram a carteira de trabalho do povo, enterraram os direitos dos trabalhadores. A ordem é apressar as pautas antipopulares para mostrar à elite desse país que o Congresso é funcional e deve ser mantido”, comentou Ana Paula.

O texto, que muda a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), vai agora para a análise do Senado. A proposta estabelece, entre outras medidas, que a convenção coletiva e o acordo coletivo prevalecerão sobre a lei em 16 pontos diferentes, como jornada de trabalho e banco de horas anual. Também prevê o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, mudanças para mover ações trabalhistas, algumas medidas de garantia a trabalhadores terceirizados e a criação de modalidades de contratação, como a do trabalho intermitente.

Dresch e Ana Paula criticaram as propostas e a forma como o processo está sendo conduzido.

“Podemos melhorar a legislação trabalhista, mas essa proposta é para concentrar mais capital, transformar o Brasil em um país ainda mais injusto, em que poucos têm muito e muitos vivem na pobreza. Esse presidente, com 90% de rejeição, não tem legitimidade para fazer esse tipo de mudança. Queremos debater para melhorar a relação entre empregador e trabalhador, mas não dessa forma tão radical, como está sendo feita. Queremos construir um país justo”, disse o líder do Partido dos Trabalhadores na Alesc.

Os dois deputados manifestaram apoio à paralisação e convocaram a população a participar do protesto. “A luta não está perdida. Tenho certeza de que a greve geral vai ser grande, de fato. Amanhã o Brasil precisa parar. Os trabalhadores não podem pagar a conta desse golpe em curso no país”, destacou Dresch. “Essa quadrilha que se apoderou do poder está destruindo os direitos do povo brasileiro com uma rapidez impressionante. Amanhã é dia de ir pra rua, de se manifestar contra esse governo golpista. Se não parar agora, vamos sofrer”, ressaltou Ana Paula.

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