Por: diario | 30/05/2013

Oferecer uma nova alternativa de renda e ao mesmo tempo incentivar o uso de áreas de aptidão marginal para cultivos agrícolas anuais, com orientações técnicas e ambientais, são os principais objetivos do termo de cooperação técnica institucional assinado, em Otacílio Costa, pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Klabin, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaesc) e Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi). O programa de incentivo do plantio de eucaliptos pretende beneficiar 1.100 famílias nos 28 municípios do Alto Vale do Itajaí e em Apiúna, Ascurra e Alfredo Wagner.

Segundo o secretário-adjunto da Secretaria da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, o programa atenderá preferencialmente as famílias beneficiárias do Programa Nacional do Crédito Fundiário, mas estará aberto para agricultores interessados nos 32 municípios mapeados. “O reflorestamento representa uma opção segura e rentável para a diversificação das atividades para garantir a sustentabilidade da propriedade rural familiar catarinense”.

O programa prevê a utilização máxima de 35% da área da propriedade rural, preferencialmente aptidão marginal para lavouras, contemplando a viabilidade técnica, a rentabilidade econômica e o equilíbrio ambiental. O financiamento e o fomento de adubos e mudas para o agricultor será realizado pela empresa Klabin, a Epagri dará assistência técnica e preparação do plantio, a Fetaesc fará divulgação junto aos agricultores e a Apremavi a orientação ambiental.

O diretor corporativo florestal da Klabin, José Artemio Totti, explica que a empresa investirá R$ 4 mil em financiamento a cada agricultor e no sétimo ano ele pagará com parte da madeira produzida na área plantada, que será industrializada pela empresa. A produção média esperada no sétimo ano, por hectare, é de 350 toneladas e o agricultor terá que pagar 86 toneladas de madeira para ressarcir o financiamento recebido. O agricultor definirá qual o destino das sobras. “É um programa que une a iniciativa privada, o governo do estado, entidade sindical e ONG ambiental em prol do desenvolvimento sustentável do agricultor catarinense”, destaca.

Para o presidente da Apremavi, Urbano Schmitt Junior, o programa é uma quebra de tabu na área florestal com a união dos setores em prol da agricultura catarinense e que poderá abrir caminho para novos programas econômicos com visão ambiental. O diretor da Agricultura Familiar e Pesca da Secretaria da Agricultura e da Pesca, Hilário Gottselig, ressalta ainda a regularização ambiental da propriedade dos agricultores que aderirem ao programa.