Por: diario | 12/07/2017

Em julho, os agricultores familiares que produzem arroz em casca, amêndoas de babaçu e cacau, cana-de-açúcar, cará ou inhame, cebola, erva-mate, feijão caupi, laranja, manga, maracujá, milho, sorgo, tomate, trigo e triticale terão direito a um bônus do governo federal para compensar os baixos preços dos produtos no mercado. A medida faz parte da Política de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). A lista de julho foi definida com base em pesquisa de preços de mercado efetuada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no mês passado e publicada no Diário Oficial da União.

Segundo a Conab, o bônus é concedido sempre que o valor de mercado de algum dos produtos da PGPAF ficar abaixo do preço de garantia e deve ser utilizado como desconto para pagamento ou amortização de parcelas de financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

No caso do arroz em casca, por exemplo, o valor médio de mercado em Mato Grosso é de R$ 40,26 a saca de 60 kg, enquanto o preço de referência é de R$ 41,97. Já a amêndoa de babaçu é vendida entre R$ 1,30 e R$ 2,30 nos estados do Ceará, Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins, abaixo do preço de garantia de R$ 2,87. O cacau, no Amazonas, é comercializado a R$ 4,55, enquanto o preço de referência é R$ 5,45. Os valores são calculados mensalmente pela Conab e encaminhados à Secretaria Especial da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário. Os preços de referência do mês de julho entraram em vigor na segunda-feira (10) e valem até 9 de agosto.

 

Agronegócio em alta

O superávit comercial do agronegócio brasileiro passou de US$ 7,22 bilhões em junho de 2016 para US$ 8,12 bilhões em junho de 2017. O resultado é o segundo maior da série histórica para meses de junho, abaixo apenas de junho de 2014, quando atingiu US$ 8,40 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No último mês, as exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 9,27 bilhões, superando em 11,6% o resultado do mesmo período de 2016. Já as importações registraram crescimento de 6,1%, totalizando US$ 1,16 bilhão em junho deste ano. As vendas para o mercado externo foram lideradas pelo complexo soja (grão, farelo e óleo). Os produtos representaram 42,7% do total das exportações do agronegócio em junho e atingiram US$ 3,96 bilhões.

O complexo sucroalcooleiro ficou em segundo lugar, com exportações de US$ 1,36 bilhão no período, aumento de 32,9% sobre junho de 2016. O acréscimo foi puxado pelas vendas de açúcar bruto, que tiveram incremento de 39,7%, alcançando US$ 1,07 bilhão no período. O setor de carnes aparece em seguida, com exportações de US$ 1,32 bilhão, avanço de 1,7% sobre junho de 2016. As vendas de carne suína obtiveram o melhor desempenho do setor, com elevação de 26,9% sobre junho de 2016, passando para US$ 154,53 milhões. O quarto lugar ficou com as exportações de produtos florestais, que atingiram US$ 1,03 bilhão em junho de 2017, superando em 21% o resultado de junho de 2016. As vendas de celulose tiveram destaque, com aumento de 38,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 620,15 milhões.

O quinto melhor desempenho das exportações foi do café, totalizando US$ 368,96 milhões, 4,2% a mais que em junho de 2016. O principal item foi o café verde, com exportações de US$ 309,30 milhões em junho de 2017, valor 2% maior que o registrado em junho do ano passado. As exportações dos cinco segmentos que lideraram as vendas somaram US$ 8,04 bilhões, representando 86,7% do total das exportações em junho.