Por: diario | 10/01/2019

Quem nunca comprou um produto e depois ficou frustrado com prazo de entrega ou até mesmo defeito de fabricação? Em Rio do Sul, 100 casos foram registrados no Programa de Proteção e Defesa do Consumido, (Procon) nos primeiros dias do ano. O que justifica esse alto índice é o aumento de compras e vendas durante o fim de ano e principalmente Natal, além disso, a Black Friday realizada em novembro que também é uma das datas onde as solicitações de atendimento aumentam.

De acordo com o diretor do Procon, Vanderlei Waldrich, um dos casos que mais aparecem são problemas relacionados a compras via internet.

“Quando você vai comprar algum produto pela internet você precisa se programar e saber que como as compras aumentam consideravelmente, o nível de remessa e envio por transportadoras e Correios também sobem, então a chance de o produto não chegar no prazo é grande. Nós sempre orientamos que nessas datas especiais, o consumidor se garanta efetuando a compra com pelo menos de dois a três meses de antecedência e não crie nenhum tipo de expectativa”, explica.

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Entre os casos relacionado aos defeitos de fábricas, Vanderlei comenta que são situações mais simples e fáceis de resolver.

“Fica mais fácil porque hoje, o cliente tem no caso das compras virtuais ou a domicílio sete dias para devolver o produto se não for do seu agrado, mas no comércio local já não há essa possibilidade, alguns comerciantes fazem a troca para fidelizar o consumidor, mas não por ser uma exigência legal”, enfatiza Vanderlei.

Em relação ao tempo médio de resolução após o consumidor precisar do Procon o diretor ressalta que a espera vai depender do problema a ser revolvido, variando de algumas horas ou até em 30 dias.

“Temos o trabalho de ouvidoria, temos os números de telefones específicos para atendimento ao consumidor. Em alguns casos onde o consumidor tentou de outras formas resolver o problema e não conseguiu, o Procon acaba dando esse suporte”, esclarece.

Sobre o alto índice de pessoas que procuraram o Procon de Rio do Sul em apenas quatro dias de atendimentos, o diretor comentou que em algumas datas específicas a demanda sempre aumenta.

Já tratando-se do percentual de ocorrências resolvidas, Vanderlei destaca que o setor chegou próximo a meta que deve ser atingida.

“Estamos juntando os dados para calcular o nosso índice de resolução nacional que é 90%, sabemos que ficamos bem próximo a meta nacional, em aproximadamente 86% ou 87%”, revela.

Vanderlei ainda fala sobre a satisfação dos consumidores quando o caso é resolvido.

“É gostoso quando você recebe um retorno do consumidor dizendo que o Procon resolveu o problema, as pessoas ligam, postam nas redes sociais e isso nos motiva. Nós ficamos frustrados quando não conseguimos resolver alguma situação, mas hoje precisamos e seguimos totalmente o que manda a legislação, nosso trabalho é todo baseado na lei, se não tem como comprovar e justificar a relação de consumo o processo fica mais dificultoso”, destaca.

Outro destaque para aqueles que fazem qualquer tipo de relação de consumo é exigir o cupom ou nota fiscal.

“Algum documento que comprove a relação de consumo, não diretamente aqui, mas como acompanho a relação do Procon Brasil, é importante não comprar produtos falsificados e piratas porque não tem nota fiscal, de compra, e nem de venda. Sempre evitar produtos sem procedência porque não terá o documento fiscal, nem mesmo a garantia”, pontua.

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Sobre as dificuldades do Procon em resolver alguma situação, Vanderlei justifica que quando o caso não é resolvido no Procon ele passa para o Judiciário.

“Nós julgamos que o que o consumidor está falando é verdadeiro, mas essa contestação fica mais difícil, quando o consumidor não consegue comprovar a compra”.

Em relação as maiores reclamações Vanderlei conta que em nível nacional, os casos frequentes são telefonia, cartão de crédito, e consignado. Já em Rio do Sul são os casos de carros seminovos e usados em garagens, demora na fila atendimento bancário, além da falha na prestação de serviços na internet.

Tatiana Hoeltgebaum