Por: diario | 26/10/2018

De um lado estão as reclamações dos consumidores de compras de qualquer segmento, e de outro, a busca para a solução do problema. Seja no ramo da telefonia, empréstimos consignados ou garantia de produtos, muitos consumidores acabam recorrendo ao Programa de Proteção e Defesa do Consumido, (Procon). Neste ano, a partir de abril, após uma reformulação do sistema, a fiscalização começou ser efetivada e até a quarta semana do mês de outubro, 16 empresas já foram autuadas em Rio do Sul.

De acordo com o Diretor do Procon, Vanderlei L. Waldrich, desde o início do ano até agora, pelo menos 1.204 atendimentos foram realizados no escritório.

“Aproximadamente uma média de 135 atendimentos por mês, para nossa cidade é uma média alta”, pontua o diretor.

Além dos atendimentos e das denúncias registradas, foram feitas cerca de 220 audiências de conciliação, que são realizadas todas as terças-feiras.

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“A reclamação é aberta nós fizemos a abertura do processo encaminhamos a denúncia ao reclamador e ele tem dez dias para fazer a defesa, se vai dar garantia ou não. Se a resposta vem positiva nós entramos em contato com o consumidor e dizemos se a empresa devolve o dinheiro ou dará outro produto e já consideramos o problema resolvido nesse momento. Se a resposta é negativa, nós marcamos a audiência de conciliação, aonde vem o representante da empresa e o consumidor, fizemos uma audiência e tentamos um acordo”, pontua.

Apesar de parecer um processo complicado, o problema é solucionado na maioria dos casos. Tanto que no ano de 2017, o Procon fechou com um percentual de 87% de casos resolvidos em Rio do Sul e para esse ano, a expectativa para alcançar um bom percentual é positiva.

“A média nacional é de 90% e estamos próximos. Espero que consigamos ficar próximos do nosso objetivo neste ano e até alcançar a média nacional”, comentou.

Para que os índices de casos resolvidos aumentem, Vanderlei comenta que uma das coisas que o consumidor precisa aprender ou somente entender, é que reclamações no Facebook não resolvem o problema.

“Hoje em dia não adianta as pessoas reclamarem nas redes sociais, é preciso formalizar essa denúncia, você precisa pegar a senha autenticada que comprova que você foi atendido depois do prazo estipulado por lei”, esclarece.

Outro agravante, é que muitos consumidores acabam se tornando alvo de planos que não são o desejados. “Nós chamamos hipossuficiência, a pessoa por falta de conhecimento, por ser analfabeta por ser idosa principalmente, eles acabam sendo convencidos, por exemplo, a fazer um empréstimo com um juro totalmente fora do mercado, então eles acabam sendo prejudicados por essa falta de conhecimento legal e instrução”, esclarece.

Os casos de empréstimo consignados, geralmente são mais solicitados pelos idosos, mas não há um número com um estudo exato que determine o grau de instrução, a idade, sexo ou a renda de cada consumidor que solicita atendimento ao Procon.

“De repente podemos fazer ações para que os números diminuam, claro que o objetivo do Procon não é punir ninguém, é gratificante para mim como diretor receber a fiscal de volta de uma fiscalização e ela dizer que estava tudo certo, ou seja o fornecedor está cumprindo a regra. É frustrante quando ela diz que teve que multar, se ele foi notificado é porque ele não estava cumprindo o que a lei determina”, ressalta.

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Hoje, o mais importante de acordo com Vanderlei, é instruir o consumidor a reclamar e fazer valer os direitos. “É importante criar o hábito de solicitar o cupom fiscal, a nota fiscal, solicitar um comprovante de compra e venda, um documento que comprove a relação de consumo. Fazer o consumidor perceber que vale a pena realmente ele lutar pelos seus direitos”, pontua.

Outro destaque citado por Vanderlei, é que o Procon, além de assessorar o consumidor, dá todo o suporte necessário também aos comerciantes.

“Quando tiver dúvida, antes de fazer errado, entre em contato com o Procon, nós damos as dicas do que pode e o que não pode fazer, somos um órgão de defesa do consumidor, mas a ideia é de que as coisas estejam dentro da lei para que não haja necessidade de abrir uma reclamação”, disse.

O morador da cidade de Braço do Trombudo Nilton Vogel, contou que já precisou da ajuda do Procon e destacou que o serviço prestado fez toda a diferença para a resolução do problema. O consumidor comentou que fez uma compra de uma televisão CCE de 32 polegadas em uma loja.

“Dei uma entrada a vista de R$500 e o restante no cartão de crédito para 30 dias no valor de R$ 499 reais, a vendedora me veio com uma conversa de um seguro adicional, e eu acabei caindo na conversa e aceitei, na hora a impressora não estava funcionando e eu era para passar para pegar o boleto que poderia ser pago em condições, em 14 dias voltei na loja para pegar os boletos, só que quando fui pegar não era R$ 54,93 e sim R$ 549,33. Eu questionei o valor ela disse que eu entendi errado, discutimos e eu fui embora, então me mandaram um aviso do SPC, fui me informar com o CDL de Braço do Trombudo e me informaram o que havia acontecido. através de o que tinha acontecido , e através de uma conversa com um gerente de um banco ele me sugeriu procurar o Procon, liguei para o Procon de Rio do Sul me pediram uma carta por escrito e um xerox da minha documentação e nota fiscal, encaminhei a documentação e em torno de 14 dias meu problema foi resolvido, liguei para o Procon e agradeci pela agilidade do serviço prestado, pois resolveram o meu problema”, declarou.

Tatiana Hoeltgebaum

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