Por: diario | 22/01/2019

A menos de um mês do início do ano letivo em muitas escolas, pais e responsáveis por crianças e jovens já estão atentos à lista de material escolar. Nessa época do ano, em que se acumulam tributos a serem pagos, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e que alguns salários são menores por recessos de fim de ano, é fundamental pesquisar preços e boas oportunidades se quiser fazer economia.

Pensando nisso, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor, (Procon) de Rio do Sul, realizou uma pesquisa de preço de material escolar com oito lojas convidadas, sendo que dessas, apenas cinco participaram. De acordo com o diretor do Procon, Vanderlei Waldrich, a intenção é criar o hábito de pesquisa de preço antes mesmo de efetivar a compra.

“A ideia é não divulgar nome, marca, nem estabelecimento, nosso compromisso é esse, não queremos fazer propaganda, queremos fazer pesquisa, temos itens com 700% de diferença, então imagina o percentual de uma lista completa”, destaca.

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Além disso, o Procon faz algumas orientações para os pais não sairem no prejuízo nessa época do ano. “Não levar os filhos junto, isso é comprovado que altera o valor, e muito. O filho acaba encontrando argumentos e os pais por constrangimento ou até por vontade e impulso, acabam cedendo nessa situação”, completa. Outra orientação é a compra em grupos de pais.

“Comprando mais que uma unidade de cada item, o valor cai bastante, então, como temos vários grupos no WhatsApp, uma das nossas dicas é essa, organizar uma compra em grande quantidade”, relata.

Reutilizar livros e itens de objetos que não acabam em curto prazo, também é uma das alternativas oferecidas.

“Repassar os livros para quem precisa, negociar tamanhos e valores de uniformes do ano anterior, e usar novamente aquele apontador desbotado tem sim suas vantagens. É uma forma de criar no consumidor um hábito de pesquisa, negociar e até mesmo de planejamento financeiro”, revela.

Vanderlei destaca ainda que essa pesquisa é mais importante para famílias com maior número de filhos.

“Ainda hoje, muitos planejam ter apenas um filho, mas ainda temos casos de famílias com dois ou três filhos, então se forem três cadernos, para três filhos, e forem três cadernos personalizados e diferentes, será no mínimo R$ 50 por caderno então só ali já fica R$ 150”, destaca.

Uma mãe que tem uma filha que vai para o primeiro ano do Ensino Fundamental e preferiu não se identificar, deu a opinião sobre a compra de materiais nessa época e como ela costuma se planejar.

“Quando chega a época de comprar os materiais escolares, eu sempre faço uma pesquisa de preço, mas também olho a qualidade dos materiais e vejo onde se torna mais barato. Minha filha vai para a primeira série e a lista de materiais da Educação Infantil é igual para todas escolas do município. Acho algumas coisas exageradas como nove cadernos, não sei se eles vão usar tudo isso e fico pensando se for uma família com várias crianças na educação infantil se torna muito pesado a aquisição. Outra coisa que acho interessante, é a ideia do município de poder reutilizar materiais do ano anterior se estiverem em boas condições e escrever isso na lista de materiais, assim estamos cientes que temos formas de economizar”, argumentou.

Mirian Girardi, proprietária de uma papelaria em Rio do Sul, destacou que algumas pessoas fazem a pesquisa pessoalmente ou via e-mail.

“Aqui a gente percebe que as pessoas vêm com a intenção de comprar, elas analisam preço, mas também a qualidade. Outro destaque é que as pesquisas acabam se tornando mais virtuais do que presenciais, onde as pessoas entram em contato via e-mail e também pelo instagram, o que facilita nossa agilidade na hora de prestar o atendimento”, pontuou.

A estudante que vai para o Ensino Médio, Alice Haubert, destaca que costuma acompanhar a mãe no ato da compra, mas que ambas analisam os preços e pesquisam antes.

“Geralmente vamos a mais de uma loja e depois dependendo dos valores voltamos para comprar. Alguns materiais como lápis de cor e compasso, por exemplo, eu uso o mesmo do ano anterior”, comenta.

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De olho no que diz a Lei

Além dos descontos, o consumidor deve estar atento aos pedidos das escolas de itens de uso coletivo na lista ou a cobrança de taxas adicionais para sua aquisição. As escolas são proibidas por lei de exigir esses itens. A lista escolar do estudante deve conter apenas itens de uso pessoal do aluno.

Todo o custo com materiais ou infraestrutura necessária para a prestação dos serviços educacionais deve, segundo a lei, ser considerada no cálculo das mensalidades escolares que os pais vão pagar. A Lei nº 12.886/13 proíbe os estabelecimentos de ensino de exigir, por exemplo, pincéis para quadro, materiais de limpeza e objetos de higiene ou alimentação.

“A Lei destaca a importância de o pai ou responsável ficar atento no que pede a lista, para não comprar nada fora do parâmetro do que será usado pelo aluno e estudante”, finalizou Vanderlei.

Tatiana Hoeltgebaum