Por: diario | 14/06/2018

A plenária do Congresso de Prefeitos, realizada em Florianópolis, foi aberta a oito pré-candidatos a presidência da República na manhã de quarta-feira (13). Na oportunidade, eles puderam apresentar as propostas e comentar os temas definidos pela Federação Catarinense dos Municípios (FECAM), entidade organizadora do evento.

Entre os temas, Pacto Federativo e as reformas tributárias e de redistribuição das responsabilidades e encargos, investimentos em infraestrutura, tecnologia e inovação e desafios para ampliação e manutenção dos serviços nas áreas de saúde e educação.

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), abriu o painel destacando a importância da eleição para a legitimidade democrática que terá o novo presidente e pregou a desfragmentação da classe política, afirmando que as decisões devem levar em consideração a coletividade.

Geraldo Alckmin (Crédito Fernando Tubbs)

 

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Em seguida, o partido Novo apresentou o pré-candidato João Amoedo, que destacou os diferenciais do partido como a abdicação do uso de recursos públicos em campanha e o processo de seleção dos candidatos.

Apesar de preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, PR, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, ganhou voz através do ex-prefeito de Osasco, SP, Emídio de Souza, que iniciou a fala alegando que Lula é um preso político e a condenação por um Colegiado em segunda instância é injusta, pois segundo ele, não há provas que atribuam culpa ao petista.

Em seguida, o ex-ministro do Governo Dilma Rousseff, ex-PCdoB e atual Solidariedade, Aldo Rebelo, lembrou da trajetória política e destacou a importância de se combater divisões políticas, raciais e de gênero no país.

Aldo Rebelo (Crédito Diego Redel)

João Amoêdo (Crédito Diego Redel)

João Goulart Filho (PPL), filho do ex-presidente Jango, abordou a crise econômica que assola o Brasil e os impactos da corrupção na economia brasileira.

O pré-candidato pelo PRB, Flávio Rocha, foi enfático ao afirmar que no Brasil “sobra Brasília e faltam município”, ao abordar a centralização do poder na capital federal.

O candidato à sucessão, ex-ministro da Fazenda do governo de Michel Temer (MDB) e ex-presidente do Banco Central em parte da gestão Lula, destacou as conquistas na economia e a recuperação do crescimento do país, colocando o setor econômico brasileiro como protagonista das mudanças necessárias.

O painel foi encerrado pelo pedetista Ciro Gomes, que baseou a explanação na redistribuição de renda, recuperação econômica e embasou a pré-candidatura na experiência de 38 anos na Administração Pública.

Também estava confirmada a presença do Senador Álvaro Dias (Podemos), porém, o mesmo não pode comparecer devido a pauta de votações do Senado Federal.

O líder nas pesquisas de intenção de voto, Jair Messias Bolsonaro, manteve a estratégia de marketing de campanha de não comparecer à debates, sabatinas e painéis, e não esteve presente no evento.

Demandas municipalistas

Com discurso afinado para o período eleitoral, os pré-candidatos foram sensíveis aos temas apresentados pela FECAM, principalmente ao que se refere às alterações do Pacto Federativo, que rege a distribuição da arrecadação de impostos entre Governo Federal, Estados e municípios.

Além disso, mantiveram discursos semelhantes em relação ao enxugamento e eficiência da máquina pública e ampliação de investimentos em serviços essenciais como saúde, educação e segurança pública.

O Congresso de Prefeitos contou com mais de dois mil inscritos, entre prefeitos e servidores públicos de diversas áreas de atuação.

Rafael Beling