Por: diario | 21/09/2017

O prefeito de Rio do Sul, José Thomé (PSDB), e o vice-prefeito Paulo Cunha (PSD), tiveram os mandatos cassados no fim da tarde de ontem. A sentença foi proferida pelo juiz da 26ª Zona Eleitoral, Rodrigo Tavares Martins, com base em um inquérito de mais de 1,5 mil páginas.

Na sentença foi demonstrado o abuso de poder econômico e prática de Caixa 2 nas eleições municipais de 2016, por parte da coligação Renovação e Trabalho para Crescer, formada por PRB, DEM, PP, PSDB, PSD, PROS e PSB. Além de ter o mandato cassado, Thomé foi considerado inelegível para as eleições a se realizarem nos oito anos subsequentes ao pleito de 2016.

Não houve a comprovação da participação de Paulo José Cunha no cometimento do ilícito de abuso de poder econômico, todavia, por decorrência da cassação de Thomé, diante da contaminação da chapa e em razão do princípio da indivisibilidade da chapa única majoritária, ele também foi cassado.

A investigação foi realizada pelo Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil de Rio do Sul, e apontava indícios da prática de Caixa 2, que é o dinheiro utilizado na campanha dos candidatos, sem a devida prestação de contas à Justiça Eleitoral nas eleições realizadas no ano passado. À sentença cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral. Enquanto isso, Thomé poderá permanecer como prefeito de Rio do Sul.

Em nota encaminhada pela assessoria de imprensa, Thomé diz: “Quero dizer a todos os amigos de Rio do Sul que respeito a decisão do juiz eleitoral quanto ao processo eleitoral que envolveu a nossa campanha do ano passado, apesar de não concordar. Por isso vamos recorrer e buscar decisão colegiada no TRE. Isso não me desmotiva de nenhuma forma e estou muito empenhado em continuar este grande trabalho pela cidade de Rio do Sul”.

Pelo menos outros nove nomes tiveram a denúncia procedente na sentença do juiz. São eles: Cristian Cae Seemann Stassun, Vivaldo João Martini, Jackson Della Giustina Formiga de Moura; Almir Battisti Petris, Roberto Nasato Kaestner, Dalton Eduardo Medeiros, Ítalo Goral, Milton Goetten de Lima e Diógenes Della Giustina Formiga de Moura. Todos foram declarados inelegíveis para os próximos oito anos, diante da prática de abuso do poder econômico nas eleições municipais do ano de 2016.

Thomé foi eleito pela coligação Renovação e Trabalho para Crescer, formada por PRB, DEM, PP, PSDB, PSD, PROS e PSB, e alcançou 17.183 votos, 47,67% dos votos válidos.

Rafael Beling