Por: diario | 14/03/2018

Nessa segunda-feira (12), o juiz da 102ª zona eleitoral, Geomir Roland Paul, determinou a cassação dos diplomas do prefeito de Laurentino Gilberto Marchi e do vice, Vitor Nardelli, ambos do PSDB, decretando a perda dos mandatos e se tornando inelegíveis por 8 anos, além de pagar multa de quase R$ 32 mil, cada um. A condenação se deu a partir da investigação realizada em irregularidades nas eleições de 2016, onde os réus, entre outras atividades, são acusados de compra de votos e favorecimento a partir de posição pública.

A mesma decisão determinou a cassação dos diplomas dos vereadores eleitos Ademilson Campestrini, do (PSDB) e Tânia Aparecida da Silva Schlemper (PSL) e do vereador suplente Armelindo Tonet (PSD). Que também se tornam inelegíveis por 8 anos e terão que pagar multa, cada um, de pouco mais de R$10 mil. O processo determinou ainda a ilegibilidade de Scharles Davico Schlemper e Scharles Davico Schlemper Filho, marido e filho da vereadora cassada Tânia, que também terão que pagar multa. Outras quatro pessoas também envolvidas no esquema foram condenadas ao pagamento de multa e não poderão ser eleitas nos próximos 8 anos, Patrícia Pereira Batista, Jairo Bonezzi, Alex Perin Abércio Uller e Ildo José Cani.
A ação de investigação de crime eleitoral tratava de acusações de abuso de poder político e econômico e a compra de votos. A “Operação CNH” constatou que o réu Scharles Davico Schlemper, utilizou da condição de agente público e de responsável pela emissão e renovação de carteiras de motoristas na delegacia de Rio do Sul, para facilitar, de forma irregular, a emissão de uma grande quantidade de CNHs de eleitores em Laurentino, em troca do voto para a esposa. Anotações encontradas no comitê de campanha comprovaram que o esquema contava ainda com um grupo de pessoas que auxiliava nas práticas eleitorais irregulares.

A operação CNH foi realizada com o apoio da Agência de Inteligência do 13º Batalhão de Polícia Militar, da Polícia Civil de Rio do Oeste, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Instituto Geral de Perícias (IGP), e do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), de Analistas do Centro de Apoio Técnico do MPSC (CAT) e de Policiais Militares do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT).
Em consequência da cassação do prefeito e do vice‐prefeito o juiz ainda determinou novas eleições em Laurentino, porém ela só deve ocorrer somente quando se esgotarem todas as possibilidades de recurso aos acusados. Aos réus cabe ainda pedido de recurso ao TRE, em Florianópolis e posteriormente ao TSE, em Brasília.

A operação aconteceu logo após a disputa da eleição municipal e mais de 100 pessoas viraram réu no processo. Os réus Elcio Luiz Bonacolsi, Osnildo Pedro Schmidt e Claudio Tonet, foram absolvidos por insuficiência de provas quanto a sua participação em relação aos fatos ilícitos.

Susana Lima

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