Por: diario | 02/09/2017

O servidor público Valdecir João da Cruz, o Capilé (PR), motorista da Secretaria de Saúde Pública de Taió, está descontente com a transferência de cargo dentro da pasta e afirma que está sendo perseguido politicamente pelo prefeito Almir Reni Guski (PSDB). Capilé foi o vereador mais votado na última eleição pela coligação Agora é a vez de todos, composta por PP, PR e PSD, chapa concorrente da coligação Seriedade e trabalho, formada por PSDB, PMDB e PSC, que levou Guski à chefia do Executivo municipal.

Capilé, que por 11 anos exercia a função de motorista no Transporte Fora de Domicílio (TFD), no itinerário Taió – Florianópolis, foi transferido para a função de motorista do Plantão 24 horas da ambulância, e questiona os motivos para essa mudança. “Nesses mais de 10 anos sempre atendi todos os pacientes e famílias com muito amor e educação, não faço isso por política, mas pelo nosso município de Taió”, explica.

O prefeito comenta que foram realizadas diversas transferências de cargo dentro da Secretaria de Saúde e que elas fazem parte de um planejamento de trabalho instituído pela secretária da pasta, Rosecler Poleza Círico. “Ela tem autonomia para fazer o trabalho, inclusive conversou previamente com ele sobre a mudança. E no mais, o trabalho que o Capilé exercerá é tão importante quanto as atividades que vinha cumprindo”, explica.

 

O que alega a Prefeitura

A mudança aconteceu com o objetivo de proporcionar rotatividade de trabalho entre os motoristas da Secretaria e esta iniciativa deve ser permanente no governo. “Todos os motoristas precisam conhecer os itinerários. Se um dia o Capilé ficar doente, quem vai fazer o trajeto dele? Ele precisa entender que antes de ser filiado ao PR, é servidor público do município de Taió. Além disso, se antes ele atendia diretamente cerca de 20 pacientes por dia, hoje ele vai ter contato direto com mais de 90 pessoas no Pronto Atendimento, portanto, isso não tem nada a ver”, comenta o prefeito.

O presidente do diretório municipal do PR, Paulo Uhlmann, conta que o partido deve encaminhar uma nota de repúdio ao prefeito Almir Reni Guski e que o fato também ocorreu com o servidor público Bepe Torres, outro filiado do partido. “Em nenhum momento eles usaram o cargo para fazer política ou denegrir a imagem da administração. Apesar da divergência de ideias, permanecemos com o objetivo de trabalhar por Taió”, comenta.

Questionado sobre a situação de Torres, o prefeito afirma que ele está incluso no mesmo planejamento realizado pela Secretaria de Saúde Pública. “A nossa Saúde deve servir ao povo taioense. Não podemos, de forma alguma, politizar as rotinas de trabalho, pois o grande prejudicado seria nosso povo”, finaliza.