Por: diario | 08/08/2018

O presidente da Câmara de Vereadores de Rio do Sul, James Rides da Silva, é autor de um Projeto de Lei que regulamenta e padroniza o tamanho de pórticos de condomínios e loteamentos. O PL foi apresentado na sessão da Câmara, e aprovado pelos vereadores por unanimidade.

O objetivo, é padronizar a altura dos pórticos, com no mínimo 3,8m de altura, para que quando aconteça uma situação emergencial, o caminhão do Corpo de Bombeiros possa entrar nos condomínios e residências para controlar a situação. “O detalhe é que em quase todos os pórticos, o caminhão dos Bombeiros não consegue passar, porque na hora da construção não se teve o cuidado de ter uma altura de segurança”, disse James.

O presidente relembrou um caso que aconteceu no bairro Progresso, onde por sorte uma residência não foi consumida pelas chamas. “No Progresso teve um incêndio em uma residência e os Bombeiros tiveram que entrar por um terreno baldio que havia por trás da rua para conseguirem combater. Mas se não tivesse o terreno não teria como ter contido as chamas. Isso foi o alimento que precisava para então se criar essa proposta de lei, que foi aprovada, e agora as pessoas começarão a ter essa percepção de risco”, explicou.

 

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Ele citou outro problema que os Bombeiros também podem enfrentar, que é um condomínio localizado no bairro Taboão. “São mais de 60 casas que o caminhão não consegue atender. Se der princípio de incêndio não tem como entrar. Ou derruba o pórtico ou joga 30 mangueiras até chegar água lá”.

Agora com a aprovação do PL, os próximos loteamentos e condomínios fechados que forem feitos, terão que construir os pórticos de entrada com a altura de segurança mínima. “Você só vai se dar conta da necessidade quando acontecer um problema e além dos danos materiais pode até ter risco de vida em determinadas situações.

Inclusive queremos fazer uma forma de orientar proprietários de residências também, para não passar por esse problema”, disse e completou: “Assim vamos incentivando as pessoas a fazerem o certo. Basicamente como quando foi exigido o botijão de gás na rua. Antes todos tinham, mas hoje se você ainda vê um já orienta a colocar o botijão fora da casa. O pessoal criou essa cultura de segurança, e queremos fazer a mesma coisa com os pórticos”.

Projeto Astra

Outro projeto de autoria de James, que ainda está em andamento na casa e vai para apreciação e aprovação, é a obrigatoriedade da castração de cães e gatos. “Foi muito bom o trabalho desenvolvido neste ano em parceria com a União de Bairros, Secretaria de Saúde, Assistência Social, com a parceria da Câmara a qual transferiu um recurso financeiro para que acontecesse o primeiro mutirão. E o sucesso foi tão grande que nós vimos a necessidade de ter um Projeto de Lei”, explicou.

A ideia é de que aconteça pelo menos um mutirão de castração ao ano. Se aprovado o PL, caberá a Assistência Social e as Uniões de Bairros decidirem qual o próximo bairro que receberá o mutirão, levando em conta o maior índice de animais que necessitam dessa castração. “Para que uma vez ao ano isso aconteça e diminua o número de cães que acabam procriando na rua. Nós temos também essa preocupação com os animais. Hoje o animal está inserido na família, principalmente cães e gatos”, disse.

O projeto leva o nome “Astra”, em homenagem à cachorra Astra, que veio a falecer, que participava do projeto de cães de busca do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

Elisiane Maciel