Por: diario | 05/01/2018

A Polícia Civil de Balneário Piçarras, em Santa Catarina, tem um suspeito da morte do professor indígena Marcondes Nambla, 36 anos, que foi espancado na madrugada do ano novo em Penha, Santa Catarina. O delegado Douglas Teixeira Barroco explica que o inquérito já foi instaurado.

O suspeito é Gilmar César de Lima, natural de Blumenau, e ele está com mandado de prisão ativo. Na quarta-feira (3), a Polícia Civil ouviu testemunhas do caso e teve acesso ao vídeo que comprova o espancamento. O delegado descarta a tese de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. “Foi uma agressão mesmo, algo brutal, mas, a princípio, não temos nenhum motivo aparente”, argumenta.

A Policia Civil também trabalha com a hipótese de que o espancamento do indígena tenha ocorrido por motivo fútil. “A vítima teria mexido com o cachorro dele. Não houve briga anterior”, disse o delegado.

Os policiais pedem que quem tiver informações sobre a localização do suspeito informe a polícia através do telefone 181.

Divulgação – O suspeito é Gilmar César de Lima, natural de Blumenau, e ele está com mandado de prisão ativo

 

Entenda o caso

O professor Xokleng, Marcondes Nambla, foi atendido por uma equipe do Corpo de Bombeiros, por volta das 5h30m da madrugada do dia 1º de janeiro. Ele estava caído em uma rua do Centro de Penha, litoral Norte, após ser espancado.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a vítima estava inconsciente e com um ferimento profundo na cabeça. Havia suspeita de traumatismo craniano. Ele foi levado primeiramente ao Pronto Atendimento da cidade, e em seguida, foi encaminhado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, onde foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Ele passou por três cirurgias, mas não resistiu e morreu no início da noite de terça-feira (2).

Câmeras de segurança de um estabelecimento local mostram que por volta das 5h, quando retornava para casa, Nambla foi parado por um homem que estava com um cachorro e um pedaço de madeira na mão. Após isso, o índio foi atingido diversas vezes pelo agressor.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado no dia 2, na Delegacia de Itajaí, pelo irmão da vítima.

O indígena estava em Penha, com um grupo de colegas, onde trabalhava como vendedor de picolé.

Rafael Beling