Por: diario | 31/05/2013

Li a história num jornal e fiquei pensando… Não precisei pensar muito para reforçar o meu credo de não acreditar em coincidências. Coincidências seriam efeitos sem causa. E sabemos que todo conseqüente – o fato – resulta de um antecedente, o que lhe serviu de causa. Coincidência seria um efeito sem nada a anteceder-lhe, isso não existe. A grande questão é saber de onde vêm os antecedentes, quem ou o que os dispõem em nossas vidas e por que…

A história a que me referi, como disse, estava num jornal e em resumo contava do falecimento de uma senhora octogenária. Ela foi casada por 60 anos. Segundo os familiares, um casamento feliz, ou pelos menos “normal”, sem sobressaltos nem grandes conflitos. A tal senhora da história do jornal – na verdade história de uma seção de obituário – passou toda a sua vida sonhando em conhecer Paris, virar a cidade de cabeça para baixo. Nunca o fez enquanto casada, e não o fez por falta de recursos, mas em razão de ser casada e o marido não gostar de viagens, não viajava.

Ocorre que lhe morreu o marido e ela ficou só, com o sonho de Paris. No primeiro momento em que pôde, viajou a Paris, realizou o sonho, virou a cidade de cabeça para baixo com suas pernas anciãs. Que linda. E ficou mais linda ainda quando voltou. Voltou, desfez a mala, contou as novidades para a família, deitou-se para dormir e não mais acordou. O coração a matou…

E agora, leitora, diga-me: você acha que a morte dessa senhora foi “acaso”? Pois lhe digo com a mais absoluta segurança, não foi. A senhora não via mais razão para viver, perdera o marido e realizara o sonho de ver Paris. Não lhe restava mais nada a viver ou sonhar. É muito comum pessoas morrerem na hora em que assim o desejam, deixando a todos a ideia da coincidência, do acaso, do acidental. Temos dentro de nós um relógio, o relógio da nossa vontade, que nos faz ter saúde ou adoecer, viver ou morrer. A mente humana tem poderes e mistérios dentro de nós…

Elas 

Eu descia a escada rolante do Beira-Mar Shopping e atrás de mim um vozerio de garotas. Nada que me distraísse, até que uma delas insistiu para que outra garota matasse a aula de inglês e fossem com ela não sei aonde. A garota tentada disse que não podia, que a mãe sabia que ela ia para o curso de inglês, que ia ser difícil e coisa e tal. A “amiga” insistia para que ela matasse a aula. Ouvindo o que ouvi, é por isso que hoje os pais têm que educar os filhos para que temam ou desconfiem dos “amigos muito mais que dos desconhecidos. Bah, muito mais. O perigo está entre os amigos.

Pergunta 

O Juliano, um leitor, manda-me uma pergunta: “Prates, se o governo vai proporcionar condições a esses médicos para permanecerem no interior, por que não o faz para os nossos”? Ora, Juliano, porque os nossos “doutorzinhos” não querem ir para o “mato”, é duro deixar as baladas, shop-pings, exibicionismos, imobilidade urbana, enfim… Mas dizem é que no interior não há condições para se fazer boa medicina; como se eles fossem bons médicos. Falsos.

Falta dizer 

Mais uma me escreve para dizer que está enlouquecendo por dar duro no trabalho durante o dia e estudar à noite, pensa em desistir. Não desista, se possível ache o que fazer de madrugada… Você é jovem e vai valer a pena o “sacrifício”. Toque em frente e Deus a livre de pensar em casamento. Certo?