Por: diario | 23/01/2019

O anúncio de extinção das Agências de Desenvolvimento Regional trouxe dúvidas em relação a como seria o contato dos prefeitos com o governador Carlos Moisés da Silva (PSL), mas o Governo do Estado fez questão de deixar claro que vai continuar atendendo a demanda dos pequenos municípios, mas que acredita que a partir de agora as associações devam ser fortalecidas.

O secretário Executivo da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), Paulo Roberto Tschumi, acredita que a entidade deve ter uma papel ainda mais fundamental após as mudanças.

“Os prefeitos estão juntos na Amavi em todas as ações do Alto Vale do Itajaí e que dão destaque regional ou até para o município como a questão do consórcio da saúde, engenharia, educação e demais departamentos que trabalhamos”.

Ele comenta que antes a Amavi cuidava mais das questões regionais, enquanto a ADR de Rio do Sul ficava responsável por questões estaduais como convênios, no entanto com a mudança a expectativa é de que os prefeitos possam procurar mais a associação.

“Eles vão procurar mais a gente nas questões do Estado, mas ainda não sabemos o que o governador pensa e qual é atribuição ele quer que as associações façam, mas tenho certeza que elas podem ser um elo de ligação entre o Governo do Estado e as prefeituras”.

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Tschumi citou ainda, que a Amavi vem lutando para que os municípios menores, como a maioria dos 28 do Alto

Vale, não sejam prejudicados e citou a possibilidade de que as Gerências de Saúde fiquem apenas nas macrorregiões.

“Para nós a macro é Blumenau e estamos trabalhando bastante. Já entregamos para o governador e para o secretário da Saúde na reunião da Fecam o pedido que ela permaneça em Rio do Sul porque é inadmissível nós termos que ir até Blumenau para pegar vacinas e medicamentos, então as questões regionais têm que prevalecer nesses casos e os prefeitos têm essa preocupação”, revelou.

Ele comentou que os prefeitos sabem melhor do quem ninguém as necessidades regionais, como as melhorias solicitadas há anos na BR-470 e também na saúde no que diz respeito principalmente a alta e média complexidade, e espera que todos sejam ouvidos através de pedidos da Amavi.

“Tanto de especialidades como a ortopedia, neuro, na área da educação, segurança já que precisamos de maior efetivo, por exemplo, então terá um elo de conversa com o próprio governador junto com o presidente e toda a diretoria da associação”, afirmou.

Em relação ao futuro e o papel desempenhado pelas associações junto ao Governo de Santa Catarina, o secretário Executivo também disse que no momento há poucas informações, mas há uma certa preocupação.

“Lógico que temos a preocupação de que o governador não venha querer que a Amavi faça as ações que o Estado faria e sem dar o recurso porque temos uma limitação de receita, folha de pagamento e uma limitação de espaço então essas questões ainda tem que ficar claras no futuro”, finalizou.

Helena Marquardt