Por: diario | 05/08/2016

Helena Marquardt

Em visita ao DAV o deputado federal Rogério Mendonça, o Peninha (PMDB), revelou estar confiante já que o novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), se comprometeu a votar ainda em 2016 o Projeto de Lei 3722/2012 que revoga o Estatuto do Desarmamento e que prevê que a população também possa ter armas.

O projeto foi apresentado com base no referendo de 2005 onde 60 milhões de pessoas acreditaram que o cidadão comum também deveria ter o direito de ter uma arma. “Além disso, o que também me levou a apresentar esse projeto foi que na região os clubes de caça e tiro são uma tradição muito grande”, destacou.

Peninha explica que o PL já passou numa comissão especial e agora a expectativa é de que ele seja votado nos próximos meses. “Esperamos que o novo presidente Rodrigo Maia paute o assunto para que ele seja votado. É imprevisível se vamos aprová-lo ou não, mas vamos fazer todo esforço. De qualquer maneira antes da votação para presidente tive uma conversa com ele e outros deputados e ele assumiu o compromisso de que essa proposta será pautada esse ano ainda. A Câmara vai decidir se quer que o cidadão de bem também possa se defender ou se a arma vai ficar só na mão do bandido como ocorre hoje.”, disse.

Pela proposta, a população a população poderia optar por ter ou não o acesso legal às armas, mas um rígido controle sobre sua comercialização, posse e, especialmente, porte seria mantido. Além disso, o sistema de regulação seria ampliado, preservando o controle central com a Polícia Federal, mas atribuindo às polícias estaduais a atuação em conjunto no Sistema Nacional de Armas (Sinarm).

O texto ainda traz para a própria lei a regulamentação sobre a atividade dos atletas do tiro desportivo e dos colecionadores. A proposta garante o exercício racional dessas atividades e às reconhece como prática esportiva e preservação histórica.

Outros assuntos

Na visita, acompanhado do deputado estadual Aldo Schneider, Peninha também falou sobre a expectativa do partido para as eleições e outros assuntos. “O PMDB é o partido mais bem organizado em todo o estado de Santa Catarina e o Vale do Itajaí talvez seja a região que mais se destaca nesse sentido. Aldo Schneider e eu temos feito um trabalho muito intenso visitando os municípios e dialogando para montar todas as chapas e acredito que devemos ter candidatos a prefeito em 27 cidades e candidatos a vice em quatro cidades. E nossa perspectiva é ser vitoriosos em 50% desses municípios. Seria um resultado muito bom, melhor que atualmente.”
Já Aldo declarou que a sigla tem se reunido com regularidade nos 31 municípios que compõem as quatro Agências de Desenvolvimento Regional, já que a política não pode ser feita apenas em épocas de campanhas. “A política é uma construção”, declarou.

Questionado sobre o surgindo de novas siglas no Alto Vale nos últimos tempos, Peninha afirmou que na Câmara dos Deputados, quando a reforma política foi debatida, votou pelo fim da reeleição, a favor do mandato de cinco anos e o fim da coligação nas proporcionais. “Dessa forma os partidos não poderiam, coligar para vereador ou deputado. Com isso os pequenos partidos teriam dificuldade porque muitas vezes não conseguem fazer uma chapa para correr sozinhos.”

Ele declarou ainda que atualmente o Brasil conta com 35 siglas, inclusive o Partido Nacional Corintiano e acredita que esse número é exagerado. “Defendo ter no máximo uns seis. Claro que temos partidos pequenos que fazem um bom trabalho, mas sabemos que muitos existem simplesmente para negociar o tempo de televisão. Cede lá, ganha aqui e ao invés de ajudar a democracia até prejudica em função dessas negociatas que existem”, comentou Peninha.

Sobre o grande número de partidos, Aldo opinou dizendo que a situação favorece a democracia, mas dificulta os governos. “Honestamente acho que muitos têm ideias diferentes e como um prefeito que se elegeu numa coligação com oito partidos por exemplo vai governar? Acho difícil juntar oito ideias diferentes? Então louvo a democracia e acho interessante o pluripartidarismo, mas hoje qualquer pessoas que discorda de uma ideia junta as assinaturas e cria um partido, o que favorece a corrupção, então realmente vejo como maléfico. Acho que todos os partidos tinham que disputar a eleição para prefeito e deputado, quem não eleger algum candidato deixa de existir automaticamente.”, finaliza.