Por: diario | 28/02/2019

Santa Catarina registra a menor taxa de desocupação: de 6,4%, contra 11,6% na média nacional. O Estado ainda tem o melhor índice de formalidade do emprego, com 86,4% dos trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada, segundo a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na última sexta-feira (22).

No setor privado do país, 74,1% dos empregados tinham carteira de trabalho assinada. Os menores percentuais estavam nas Regiões Nordeste (59,9%) e Norte (61,9%); o maior estava no Sul (82,9%).

A pesquisa também revela que dos 200 milhões de brasileiros, 93 milhões estão ocupados – pouco mais de 45% da população. Considerando a população economicamente ativa, a percentagem sobe para 88,4%.

O país conta com 12,3 milhões de desempregados, dos quais 4 milhões estão desalentados – isto é, sem emprego e sem perspectiva ou esperança de emprego.

Segundo o sócio-diretor da Linky Gestão de Pessoas, Paulo André Leszczynski, alguns fatores ajudam a explicar a disparidade entre o Estado e a média nacional. “Santa Catarina, por conta do perfil diversificado e empreendedor, tem aumentado a oferta de emprego formal, ainda mais agora com sinais de reaquecimento. Há sinais fortes de que teremos um segundo semestre muito forte”, explica.

De acordo com o empresário, o estado se destaca por uma matriz diversificada.

“Não dependemos de uma monocultura. Temos segmentos fortes, mas não dependemos exclusivamente de um único setor ou de uma única região. Temos também diversos polos formadores no estado, tanto a nível médio quanto superior”, comenta.

Índice de formalidade é positivo

Para o secretário de desenvolvimento Econômico de Jaraguá do Sul, Domingos Zancanaro, a o grau de informalidade e o desemprego trazem consequências para os poderes municipais – por isso, o cenário catarinense é positivo.

“No meu ponto de vista municipal a informalidade causa problema na questão de saúde do trabalhador pois o informal não contribui. Desta forma o custo recai em parte para o município”, explica.

Ele adiciona que na questão social, o trabalhador informal não tem acesso ao seguro desemprego. “Assim pode afetar com uma maior demanda no atendimento da secretaria de assistência social acarretando maiores custos para o município”, diz.

O dado também levanta preocupações em esferas mais elevadas: o trabalhador informal não contribui com o INSS e não conta com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) – e por consequência, representam um problema no longo prazo caso venham a depender de malhas de apoio social financiadas coletivamente, como assistência social.

Jaraguaense ganha mais

No último trimestre de 2018, o rendimento médio real foi estimado em R$ 2.254. Este resultado apresentou estabilidade tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.237) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.241).

Em Santa Catarina, esta média é de R$ 2.586.83, enquanto o jaraguaense recebe em média R$ 2.786,46 – rendimentos que são afetados por um topo da pirâmide maior do que a média nacional e por um bom índice de emprego.

Mulheres são minoria no mercado

A pesquisa ainda aponta que as mulheres eram maioria tanto na população em idade de trabalhar no Brasil (52,4%), quanto em todas as Grandes Regiões.

No entanto, o nível da ocupação dos homens no Brasil foi de 64,3% e o das mulheres de 45,6%. Do número de pessoas que procuraram emprego no quarto trimestre, 52,1% eram mulheres.

Segundo o IBGE, a taxa de desocupação do Brasil foi de 11,6% no período, sendo 10,1% entre homens e 13,5% entre mulheres.

Desemprego é maior entre pretos e pardos

O contingente dos desocupados no Brasil no 1º trimestre de 2012 era de 7,6 milhões de pessoas, quando os pardos representavam 48,9%.

No 4º trimestre de 2018, esse contingente subiu para 12,2 milhões de pessoas e a participação dos pardos passou a ser de 51,7%.

Os pretos, por sua vez, passaram de 10,2% para 12,9% no período. Já os brancos tiveram redução, passando de 40,2% para 34,6%.

Comparação a taxa de desocupação com a média nacional (11,6%), os brancos ficam com 9,2%, enquanto pretos (14,5%) e pardos (13,3%) têm índices mais altos de desemprego.

Empregabilidade em números

População desocupada

  • Nacional: 11,6%;
  • Santa Catarina: 6,4%.

Trabalhadores formais

  • Nacional: 74,1%;
  • Santa Catarina: 86,4%.

Total de pessoas ocupadas

  • 93 milhões.

Destas:

  • 67,1% empregados;
  • 4,9% de empregadores;
  • 25,6% autônomos;
  • 2,3% trabalhadores familiares.

Numero de desempregados no país

  • 12,3 milhões.

Desocupados (sem emprego, mas ainda em busca)

  • 7,6 milhões.

Desalentados (sem emprego e sem esperanças de emprego)

  • 4,7 milhões

Média salarial

  • Brasil: R$ 2.254;
  • Santa Catarina: R$ 2.586;
  • Jaraguá do Sul: R$ 2.786.

Por OCP News